segunda-feira, 15 de agosto de 2016
domingo, 14 de agosto de 2016
O goleiro Laércio Buranello deseja um feliz Dia dos Pais.
Giorno del padre felice.
Happy Fathers Day.
Счастливый День отца.
父の日おめでとう。
父親節快樂。
Bonne fête des pères.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Contração Muscular, como funciona.
Na contração muscular, a actina desliza sobre os filamentos da miosina, que conservam seus comprimentos originais. A contração se inicia na faixa ansiotrópica, ou A, onde a actina e a miosinase sobrepõem. Durante a contração, a faixa isotrópica (I) diminui de tamanho, enquanto os filamentos de actina penetram na faixa A. Concomitantemente, a faixa H, formada somente pelos filamento grossos (miosina) também se reduz, à medida que esses filamentos são sobrepostos pelos filamentos finos (actina). Isso irá resultar em um grande encurtamento do sarcômero.
A contração muscular depende da disponibilidade de íons cálcio e o relaxamento muscular está na dependência da ausência destes íons. O fluxo de íons cálcio é regulado pelo retículo sarcoplasmático (RS), para a realização rápida dos ciclos de contração muscular. O RS é uma rede de cisternas doretículo endoplasmático liso, que envolve e separa em feixes cilíndricos grupos de miofilamentos.
Quando despolarizado, o RS libera os íons cálcio passivamente até os filamentos finos e grossos. Ao ser polarizado novamente, o RS transporta o íon cálcio de volta às cisternas, interrompendo a atividade contrátil.
A contração uniforme de cada fibra muscular é responsabilidade do sistema de túbulos T. Esse sistema é constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do sarcolema da fibra muscular.
Nervos motores controlam a contração normal das fibras musculares esqueléticas. Ramificados dentro do tecido conjuntivo do perimísio neste local de inervação, o nervo perde sua bainha de mielina e forma a dilatação que se situa dentro de uma depressão da superfície da fibra muscular. Esta estrutura é chamada de placa neural ou junção mioneural, onde o axônio possui inúmerasmitocôndrias e vesículas sinápticas, e libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica, da placa motora e vai se prender a receptores específicos aos sarcolemas das dobras juncionais.
Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular, ou se ramificar e inervar até 160 fibras musculares, formando uma unidade motora. O número de unidades motoras em determinado músculo é relacionado com a delicadeza de movimentos requerida do músculo.
Assista no vídeo abaixo (em inglês) o mecanismo de contração muscular.
domingo, 31 de julho de 2016
Lesões no quadril.
O quadril consiste na articulação que liga a coxa à bacia. O encaixe da cabeça do fêmur com o osso da pelve deve ser exato, caso contrário, qualquer tipo de deformidade ou imperfeição viabilizará o surgimento de patologias na articulação do quadril. O fêmur é o osso mais longo e pesado do nosso corpo e a cabeça femoral deve ser esférica para que o encaixe com a bacia seja perfeito.
Seja por traumas no esporte ou por quedas, por exemplo, o quadril pode ser acometido por lesões que, normalmente, causam dores na região glútea, lombar ou da virilha. Joelhos e pernas também podem ser afetados, mas independentemente, das regiões acometidas pelos sintomas, a causa deve ser investigada para que o tratamento adequado possa ser aplicado.
Confira as principais doenças do quadril
– ARTROSE
A artrose consiste em uma doença degenerativa crônica. A cartilagem sofre desgaste excessivo e, geralmente, não gera dor inicial. O espaço articular sofre redução e os movimentos ficam mais limitados. Em muitos casos, o indivíduo com artrose começa a mancar, sendo uma doença mais comum após os 60 anos de idade, o que não significa dizer que pacientes de qualquer faixa etária não possam ser afetados.
– SÍNDROME DO PIRIFORME
O músculo piriforme está localizado na região profunda da nádega e é responsável pela rotação externa da coxa. A síndrome surge em decorrência de uma compressão do nervo ciático, que passa por dentro do músculo piriforme e inflama pelo aumento de tensão ou presença de espasmos no músculo. Os sintomas incluem dores nas nádegas (região profunda) e queimação, podendo irradiar para as pernas. Mulheres que têm por objetivo a hipertrofia do glúteo ou praticantes de exercícios físicos como futebol ou corrida, por exemplo, estão suscetíveis ao aparecimento da síndrome.
– ANQUILOSE DO QUADRIL
Trata-se de uma patologia, normalmente, secundária a outras doenças e representa a ausência de movimento da articulação do quadril.
– ARTRITE REUMATOIDE
Essa patologia, geralmente, atinge as articulações das mãos e dos pés, mas também pode afetar os quadris. Consiste em uma inflamação crônica que ocasiona dor, redução do arco de movimento e inchaço local, podendo afetar, além das articulações, outros órgãos do corpo. Trata-se de uma doença autoimune, o próprio sistema imunológico acaba atacando por engano os tecidos saudáveis do corpo. A principal causa da doença é a tendência genética.
– BURSITE DO QUADRIL
A bursite surge como consequência de uma inflamação das bursas trocantéricas, localizadas no quadril. Estas bursas atuam de modo a facilitar o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. O principal sintoma é a dor no quadril que dificulta a realização de atividades físicas e até na hora de dormir.
– SÍNDROME DO IMPACTO FEMORO-ACETABULAR
Surge em decorrência de alterações morfológicas da cabeça do fêmur ou do acetábulo, causando entre ambos. Para um quadril saudável, o normal é que a cabeça femoral não entre em atrito com a borda do acetábulo durante a execução de exercícios ou a realização de movimentos rotineiros.
– EPIFISIÓLISE
É uma patologia, comumente, confundida com dores musculares e ósseas, sendo caracterizada pelo escorregamento da cabeça femoral na bacia. As causas não são totalmente conhecidas e os principais sintomas incluem dor na virilha, podendo irradiar para a face interna da coxa até o joelho e mobilidade do quadril dificultada.
– DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL
Em decorrência de alterações no quadril em crescimento, a cabeça do fêmur pode ficar descentralizada no acetábulo, sendo mais frequente em pessoas do sexo feminino. A doença é caracterizada, principalmente, pela diferença perceptível entre os membros e pela dor nos joelhos ou na coluna lombar, ao invés de incidir no próprio quadril.
– PUBALGIA
A região do púbis pode ser considerada o centro de gravidade do nosso corpo e a pubalgia consiste na tendinite dos adutores do quadril ou dos abdominais, sendo que todos os músculos e tendões afetados têm a inserção no osso púbico. O principal sintoma é a presença de dor abdominal e na virilha e afeta, principalmente, pessoas do gênero masculino e jogadores de futebol, por exemplo, em virtude do estresse provocado no osso púbico. O indivíduo com pubalgia tem suas atividades esportivas limitadas e, muitas vezes, suspensas por períodos prolongados.
domingo, 24 de julho de 2016
A coluna do atleta.
Introdução
O aumento do número de adultos e adolescentes que participam regularmente em atividades físicas aumentou a consciência dos atletas para as lesões da coluna vertebral. Felizmente a maioria das dores da coluna causadas pela atividade física não ameaçam a continuidade no esporte.
Entretanto, quando estão presentes lesões maiores (ex.: hérnia de disco, espondilolise/espondilolistese, fraturas, etc), alguns cuidados devem ser tomados.
Para o atleta amador e até o atleta "de final de semana", o aumento inadequado ou desproporcional da intensidade do exercício pode ocasionar problemas na coluna vertebral.
Para os atletas profissionais, que dependem de alta performance, o preparo muscular para evitar lesões deve ser muito maior. Além disso, é fundamental a manutenção regular do treinamento para evitar lesões e queda de rendimento.
Falaremos aqui de algumas lesões frequentes na coluna vertebral do atleta.
A prevalência de dor na coluna vertebral é quase 80%, sendo que quase 30% dos atletas acabam experimentando dor lombar aguda em algum momento do esporte. O tipo de lesão varia com a idade. Quase 70% das lesões da coluna lombar em adolescentes atletas, os quais ainda possuem esqueleto imaturo, podem ocorrer nos elementos posteriores da coluna. Já nos atletas adultos, a maioria das lesões estão relacionados com distensões/contraturas musculares e problemas nos discos intervertebrais.
Algumas características anatômicas, bem como o tipo de esporte praticado, podem dar indícios da probabilidade de um atleta ter lesão na coluna vertebral. Atletas que têm troncos longos e membros inferiores menos flexíveis são mais propensos a lesão da coluna lombar. A reabilitação motora visa corrigir esses problemas quando possível. Esportes que envolvem hiperextensão repetitiva, carga axial (saltar), torção do tronco ou contato direto ,apresentam riscos mais elevados de lesões na coluna.
As taxas de lesões são mais elevadas nos jogadores de futebol, ginastas, lutadores, e remadores. Em um estudo que avaliou 4790 atletas universitários, a incidência de lesões da coluna lombar foi de 7%; a maioria eram jogadores de futebol ou ginastas. Curiosamente, 80% das lesões lombares ocorreu durante a prática, 14% durante a pré-temporada e 6% durante a competição real. Um pouco mais do que 50% dessas lesões eram de agudas.
As forças exercidas sobre os segmentos de movimento lombar são regidos pela lordose natural deste segmento da coluna vertebral; como resultado, as forças axiais estão dirigidas tanto horizontalmente como perpendicularmente ao disco. Quando a distância do centro de gravidade para a coluna vertebral é considerada, o centro de gravidade é anterior à coluna vertebral lombar, colocando a maior parte da força de resistência sobre os músculos eretores da espinha, fáscia dorsolombar, e glúteos. O eixo de rotação está perto do centro do disco em lordose normal e move-se para trás em extensão.
O ânulo fibroso do disco (a capa que envolve o disco intervertebral) e elementos posteriores da coluna podem suportar diferentes forças de tensão e compressão e forças de cisalhamento. Já os tecidos moles posteriores (músculos e ligamentos) podem suportar considerável estresse em resistência. Estas forças são encontrados em diferentes graus em todos os esportes.
Tipos de Lesões Comuns no Atleta
Lesões em tecidos moles
Entorses e distensões musculares na coluna são extremamente comum. O termo "entorse" refere-se a danos ligamentar, enquanto que uma "distensão" representa um problema no músculo ou tendão. Na região da coluna, os sintomas desses tipos de lesões são semelhantes e se apresentam na forma de dor na musculatura paravertebral, sem sintomas neurológicos. Os sintomas pioram à flexão, torção e carga axial. Os pacientes podem relatar dor que irradia para os quadris, o que pode ser um sinal de espasmo da fáscia dorsolombar extendendo o tensor da fáscia lata. Os sinais físicos podem incluir hematomas no local ou aumento de volume por contraturas musculares. Contusões mais intensas devem ser investigadas pela possibilidade de fraturas ou até lesão renal.
Nos casos mais leves a investigação com imagens (raio-x, ressonancia, etc) geralmente não é necessária. Daí a importância de uma avaliação médica para determinar a conduta mais apropriada. Esses pacientes geralmente são tratados sintomaticamente com medicações, repouso, massagem, acupuntura e técnicas de fisioterapia.
Uma boa reabilitação deve incluir os ajustes mecânicos necessários e ênfase no fortalecimento da musculatura core, flexibilidade dos membros inferiores, e aumento da amplitude de movimento global. O atleta com um entorse ou uma distensão muscular pode retornar ao esporte quando os sintomas diminuem e a amplitude de movimento global completa é restaurada sem limitações.
Hérnia de disco
Em muitos casos, os sintomas relacionados a uma hérnia de disco começam durante o treinamento com pesos ou durante um movimento; em outros, o início é mais insidioso e é provavelmente o acúmulo de múltiplas lesões menores. Atletas expostos a considerável carga axial, flexão e rotação, que ocorrem durante o levantamento de peso (e esportes que exigem trabalho pesado na competição ou treinamento) e esportes de impacto podem ter taxas mais elevadas de hérnia discal. Os sintomas podem aparecer de forma sutil, com dor nas costas e espasmos, com pouco ou nenhum componente radicular (dor irradiada para o membro), embora a radiculopatia é freqüentemente presente.
O exame físico com hérnia de disco às vezes pode revelar escoliose leve ou unilateral. A avaliação médica e estudos com imagens são muito importantes quando existe suspeita de hérnia de disco ou dor persistente.
As condutas de tratamento são mais difíceis no atleta de elite, porque a pressão para voltar a jogar é confrontada com as altas taxas de sucesso do tratamento conservador da hérnia discal. Como em todos os pacientes, indicações absolutas para a cirurgia no atleta com hérnia de disco incluem síndrome da cauda eqüina e déficit neurológico progressivo; indicações relativas incluem dor e incapacidade persistente a ponto de impedir a competição atlética. Essa última situação deve receber atenção especial; o limiar para a intervenção cirúrgica no atleta de elite é menor se hérnia de disco é uma limitação ao retorno à competição. Se a dor é considerável e há opções conservadoras inadequadas para permitir que o atleta retorne para o desempenho em tempo hábil aceitável para todas as partes envolvidas, a cirurgia pode ser considerada.
A abordagem cirúrgica à hérnia de disco é guiada pelo princípio que a ruptura do tecido deve ser minimizada para que o atleta possa retornar ao seu nível pré-lesão da mesma forma e o mais rapidamente possível. Sempre que possível, a microdiscectomia ou discectomia endoscópica são as técnicas de escolha. Em ambas as técnicas, uma pequena incisão de 1,5 a 2 cm pode retirar a hérnia e resolver os sintomas.
A fisioterapia pós-operatória é um fator determinante para determinar o tempo que o atleta pode voltar a jogar. Como sempre, a segurança do atleta é fundamental: a sua longevidade no esporte e a função que o jogador terá após a sua carreira de atleta deve ser considerada. Um programa de reabilitação pode ser diferente se a lesão ocorre no final de uma temporada ou no meio dela. O fortalecimento da musculatura core e aumento da flexibilidade com ganho de amplitude de movimento são a base da maioria dos programas. Os atletas podem voltar a jogar depois de um tempo suficiente para a recuperação, quando os sintomas são mínimos ou inexistentes. Esta decisão é tomada conjuntamente pelos atletas e profissionais de saúde. É preferível que o atleta siga o curso padrão de reabilitação após a cirurgia, e apenas retorne depois de um tempo adequado para que a chance de novas lesões sejam minimizadas.
Defeitos da Pars - Espondilólise e Espondilolistese
Espondilólise e espondilolistese são lesões da coluna lombar relativamente comuns em atletas e geralmente ocorrem no segmento lombar (L5-S1) em atletas jovens envolvidos em esportes com hiperextensão repetitiva e carga axial. De fato, quase 40% dos atletas com dor nas costas com duração de mais de 3 meses apresentam alterações das pars interarticularis na coluna lombar. Os jogadores de futebol e ginastas são particularmente suscetíveis, porque ambos os esportes envolvem graus enormes de hiperextensão e carga axial. Até 15% dos jogadores de futebol universitários podem ter espondilólise, ao passo que os ginastas podem ter uma incidência de 11% desse problema. Os defeitos da pars interarticularis são mais comuns em atletas adolescentes em comparação com adultos. As crianças entre as idades de 9 e 15 anos que participam de competições atléticas estão em maior risco de progressão.
Os sintomas apresentados são dor lombar exacerbada por extensão, geralmente sem irradiação. Os pacientes podem compensar com joelho e flexão do quadril na deambulação (sinal de Phalen-Dickson). Em casos de escorregamento grave, um abaulamento pode ser palpável; caso contrário, o exame físico pode revelar contraturas e espasmo muscular lombar.
Exames de imagem devem incluir radiografias e tomografia computadorizada. O grau de deslizamento, se for o caso, pode ser determinado utilizando as radiografias. A tomografia computadorizada é a modalidade de escolha para definir a arquitetura óssea das pars. O uso de PET-Scan pode permitir a detecção de fraturas "stress" ocultas e agudas se filmes de raio-x simples não revelararem um defeito.
Os objetivos do tratamento do atleta com defeitos pars são o alívio da dor e prevenção da progressão e instabilidade. Tratamento não cirúrgico de defeitos pars sintomáticos depende do grau de escorregmento. Em pacientes com escorregamentos de baixo grau, o ideal é um período de restrição de atividades até que a dor diminua, seguido de retomada gradual da atividade.
As radiografias devem mostrar cicatrização do defeito em cerca de três meses; um PET-Scan pode ajudar a avaliar o grau de cicatrização se radiografias simples forem duvidosas. Após a diminuição do quadro doloroso, ações voltadas ao fortalecimento muscular CORE, flexibilidade de membros inferiores, e aumento da amplitude de movimento podem ser retomadas. Atletas com escorregamento de baixo grau geralmente podem voltar à competição depois de um programa de reabilitação agressivo.
Tal como no não atleta, atletas com escorregamentos de alto grau, escorregamentos progressivos, ou sintomas refratários ao tratamento conservador são considerados candidatos à cirurgia. Considerando escorregamentos de baixo grau, pode ser abordado pela fusão direta do defeito da pars, com taxas favoráveis para o retorno de atletas para jogar em esportes sem contato. A artrodese da articulação afetada é geralmente realizada para espondilolistese de alto grau.
Fraturas menores
As fraturas que podem causar instabilidade espinhal são incomuns. Podem ocorrer nos esportes de impacto e de alta velocidade, tais como corridas de automóveis e esqui. Em outros esportes de contato, em que o atleta está exposto a golpes diretos, rotação forçada, flexão e compressão, fraturas dos processos transversos, processos espinhosos, facetas, corpos vertebrais, e placas terminais podem ocorrer. A maioria dos indivíduos com fraturas agudas apresentam-se com dor nas costas imediatamente após a lesão. Na maioria dos casos, os resultados do exame neurológico são normais.
As fraturas menores são geralmente conduzidas de forma conservadora, porque a estabilidade da coluna vertebral não está ameaçada. O atleta com uma fratura do processo transverso e/ou processo espinhoso pode retomar a plena atividade quando os sintomas desaparecerem e a amplitude de movimento completa retornar. Fraturas por compressão leves podem ocorrer em levantadores de peso, geralmente região anterior do corpo vertebral, que é mais susceptível devido a menor quantidade de trabeculações ósseas horizontais.. Exercícios como o agachamento envolvendo flexão repetitiva e compressão dos corpos vertebrais lombares podem levar à fratura da placa terminal, colapso do disco ou fratura leve do corpo vertebral. Uma vez tratadas, essas atividades devem, posteriormente, serem restringidas para reduzir os riscos de recorrência.
Como a maioria das fraturas são estáveis, os atletas podem retornar à atividade quando os sintomas e alterações radiológicas compressivas forem resolvidas.
Conclusões
Atletas em todos os níveis de competição podem ter lesões na coluna vertebral. Os objetivos do tratamento incluem alívio dos sintomas e recuperação de força e flexibilidade, de modo que a plena participação em esportes poderá ser retomada. Quando é necessária a cirurgia, procedimentos minimamente invasivos são preferidos. Uma reabilitação agressiva pode acelerar o retorno do atleta ao esporte.
É importante uma avaliação médica com um especialista em coluna nesses casos.
Referências
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Blanda J, Bethem D, Moats W, Lew M: Defects of pars interarticularis in athletes: a protocol for nonoperative treatment. J Spinal Disord 6: 406–411, 1993
Collier BD, Johnson RP, Carrera GF, Meyer GA, Schwab JP, Flatley TJ: Painful spondylolysis or spondylolisthesis studied by radiography and single-photon emission computed tomography. Radiology 154: 207–211, 1985
Cyron BM, Hutton WC: The fatigue strength of the lumbar neural arch in spondylolysis. J Bone Joint Surg Br 60: 234–238, 1978
d'Hemecourt PA, Gerbino PG II, Micheli LJ: Back injuries in the young athlete. Clin Sports Med 19: 663–679, 2000
Day AL, Friedman WA, Indelicato PA: Observations on the treatment of lumbar disk disease in college football players. Am J Sports Med 15: 72–75, 1987
Debnath UK, Freeman BJ, Gregory P, de la Harpe D, Kerslake RW, Webb JK: Clinical outcome and return to sport after the surgical treatment of spondylolysis in young athletes. J Bone Joint Surg Br 85: 244–249, 2003
Dreisinger TE, Nelson B: Management of back pain in athletes. Sports Med 21: 313–320, 1996
Fairbank JC, Pynsent PB, Van Poortvliet JA, Phillips H: Influence of anthropometric factors and joint laxity in the incidence of adolescent back pain. Spine 9: 461–464, 1984
Farfan HF: The biomechanical advantage of lordosis and hip extension for upright activity. Man as compared with other an thropoids. Spine 3: 336–342, 1978
Farfan HF: Muscular mechanism of the lumbar spine and the position of power and efficiency. Orthop Clin North Am 6: 135–144, 1975
Site:http://www.drlucianopellegrino.com.br/website/index.php/orientacoes-ao-paciente/121-a-coluna-do-atleta
terça-feira, 19 de julho de 2016
terça-feira, 21 de junho de 2016
Confira as defesas do goleiro Laércio Buranello na primeira fase da Liga Paulista de Futsal.
Pulo do Gato 2 x 2 Pompéia
São José 2 x 0 Pompéia
Pompéia 1 x 0 Guarulhos
Corinthias 3 x 0 Pompéia
Yoka Guaratinguetá 1 x 2 Pompéia
Pompéia 2 x 2 São Caetano
Pompéia 2 x 1 Jacareí
sábado, 18 de junho de 2016
Laércio Buranello é campeão com a família Sanrochester em Santa Barbara d'oeste.
A equipe do Sanrochester venceu a equipe do Padoca por 3 a 0 e se consagrou heptacampeão do Campeonato Municipal de Santa Barbara d'Oeste.
domingo, 12 de junho de 2016
Pompeia vence Jacareí pela Liga Paulista de Futsal.
Jogando no sábado,11de maio de 2016, sem transmissão ao vivo da SPORT, as duas equipes voltaram a se enfrentaram na cidade de São Carlos (interior do Estado). O jogo era a continuação da partida paralisada em Pompeia pela unidade da quadra.
A equipe de Pompeia ficou com os três pontos, ao vencer pela contagem de 1 a 0 com o gol do Nenê aos 37’09.
O resultado deixou o Pompeia com boas chances de classificação (agora são onze pontos em oito jogos, além do quarto lugar). Por outro lado, o Jacareí segue na sétima colocação, com sete pontos em seis partidas.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
A sensação da dor no treinamento.
Muitas vezes ouvimos comentários de atletas, que a dor faz parte do treinamento e para ganhar performance ou melhorar desempenho, é necessário ter dor. Desculpem-me os menos informados, mas é simplesmente um absurdo este tipo de comentário.
A dor, é a única forma que o corpo tem de se comunicar e mostrar que algo não está bem e que é necessário compreender as causas e tratá-las de maneira adequada.
As conquistas em nossas vidas, tanto no aspecto profissional, como esportista, devem ser adquiridas de forma progressiva, pois temos etapas a serem cumpridas e servirão de base para o próximo momento de treinamento. Se você pulou etapas, está correndo o risco de não alcançar seus objetivos, expondo seu corpo aos limites de sobrecarga e consequentemente à lesões.
Não confundam o sacrifício e a luta de alcançar suas metas, como vencer o cansaço, alimentar-se sem as guloseimas, privar-se de alguns eventos sociais com o fato de ter que sentir dor para demonstrar empenho.
O tratamento da dor é complexo, e requer esforço multidisciplinar, baseado em múltiplos enfoques do conhecimento humano.
A abordagem da dor crônica é absolutamente individualizada, cada dor é a “dor de uma pessoa”, com a sua história, sua origem, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle.
Fonte: http://fisioterapiamanual.com.br/fisioterapia-esportiva/a-sensacao-da-dor-no-treinamento/
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Trabalho de fortalecimento muscular com elástico.
Conheça alguns exemplos de exercícios com o elástico para fortalecer a musculatura.
Manguito Rotador
Tornozelo
Ombro
Pernas e Abdução
Quadríceps
domingo, 31 de janeiro de 2016
Confira os vídeos de Trabalho funcional e de propriocepção na reabilitação dos adutores.
Confira os vídeos no trabalho funcional e de propriocepção na reabilitação do atleta com lesão nos adutores ( Grácil e Pectíneo).
Check out the videos on functional work and proprioception in the rehabilitation of the athlete to injury in the adductor (gracile and pectineus).
Découvrez les vidéos sur le travail fonctionnel et la proprioception dans la réhabilitation de l'athlète d'une blessure à l'adducteur (gracile et pectiné).
Проверьте видео на функциональной работы и проприоцепции в реабилитации спортсмена к травмам в приводящей (грацильная и pectineus).
Check out the videos on functional work and proprioception in the rehabilitation of the athlete to injury in the adductor (gracile and pectineus).
Découvrez les vidéos sur le travail fonctionnel et la proprioception dans la réhabilitation de l'athlète d'une blessure à l'adducteur (gracile et pectiné).
Проверьте видео на функциональной работы и проприоцепции в реабилитации спортсмена к травмам в приводящей (грацильная и pectineus).
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Lesões, tratamento e prevenção na musculatura da "virilha".
Lesões na virilha é uma lesão atletica comum tanto em esportes de contato quanto esportes sem contato. Ela pode ocorrer por trauma direto em esportes como hóquei no gelo, basquetebol, futebol, rugby, e em esportes de não-contato como a ginástica. Estas lesões devem ser levadas a sério porque, uma vez que um atleta lesiona sua virilha, eles possuem duas vezes mais probabilidades de terem recindivas que outros jogadores.
Anatomicamente sua virilha é a área onde sua coxa conecta com sua pélvis (região inferior do abdome), essencialmente o vinco ou dobra entre essas duas áreas. Na realidade, as lesões na virilha envolvem uma área muito maior do que apenas estas. Uma lesão na virilha pode abranger uma área que se estende do seu abdômen, a pélvis, do seu quadril e coxa até seu joelho.
Uma vez que uma lesão na virilha pode cobrir uma região anatômica grande e pode envolver músculos, tendões, ligamentos, articulações, tecido conjuntivo (fáscia), neurológicos, e estruturas do aparelho circulatório e os órgãos internos ainda no abdômen inferior. Vamos limitar nosso foco para as causas músculo-esqueléticas, com exceção de uma rápida revisão sobre algumas condições que devem ser descartadas.
De todas as lesões de tecidos moles, as lesões na virilha sofridas por atletas são potencialmente uma das mais debilitantes e frustrante, especialmente em termos de tempo perdido de competição e o retorno da aptidão competitiva completa. A co-existência de múltiplas patologias é a explicação mais plausível para essa dificuldade. É comum aos atletas ficarem procurando diferentes opiniões médicas para a sua dor na virilha, e receber sugestões médicas variadas a respeito de onde o problema se origina.
Diagnóstico Diferencial das Lesões Virilha
Um diagnóstico diferencial refere-se ao processo de determinação da probabilidade de uma condição sobre a outra. É o processo de certificar-se na verdade se estamos lidando com uma condição músculo-esquelética e não algo mais grave (patológico).
Felizmente a maioria das lesões na virilha são lesões músculo-esqueléticas (problemas mecânicos) que respondem bem à terapia manual e exercícios. No entanto, ainda é importante avaliar outras causas de dor na virilha (causas patológicas) ao invés de assumir que o problema é apenas uma distensão muscular simples.
Tipo de lesão
É importante lembrar que os problemas na virilha, muitas vezes têm possivelmente mais do que uma patologia existente. Lesões na virilha são notórias por ‘patologias co-existentes “. As “três grandes” quando se considera a dor na virilha em curso crônico são tendinopatia dos adutores, osteíte púbica e hérnia inguinal (desportista). Não é incomum ver dois ou mesmo todas as três condições co-existentes, ao mesmo tempo. No entanto, ainda existe uma miríade de outras condições patológicas que afetam a região da virilha.
Está além do escopo deste artigo discutir todos os sinais e sintomas e todos estes diferenciais. Isso por si só leva até capítulos inteiros em livros de medicina esportiva, e se bem feito deve levar até livros inteiros. No entanto, considerando que o tema desta série é sobre as lesões musculares, este artigo irá limitar seu foco aos rompimentos / distensões dos músculos adutores. Outras patologias serão mencionadas no contexto das tensões musculares dos adutores.
Anatomia
A anatomia da região da virilha é complexa e envolve várias estruturas. Muitas destas estruturas partilham uma relação proximal estrutural e biomecânica. Como resultado, dor na virilha é muitas vezes multi-factorial.
O grupo dos músculos adutor consiste no adutor longo / curto / magnus, pectíneo e grácil. Destes, o adutor longo é o mais superficial e mais fácil de palpar. Juntamente com o grácil, também é o mais facilmente lesionado.
Uma característica interessante na origem do adutor longo é que ele tem fibras que surgem a partir do osso púbico bilateralmente e acima e abaixo da sínfise púbica. Esta pode ser uma possível explicação da natureza migratória e, por vezes bilateral dos sintomas com patologias adutor longo.
Em relação à região da virilha, é preciso compreender que no espaço de uma mão, existem uma série de importantes estruturas anatômicas que podem se apresentar como uma entidade patológica. Acima do ramo púbico (dor na virilha suprapúbica), temos o canal inguinal. É em torno do canal inguinal, onde hérnias inguinais se desenvolvem. Outras formas mais raras de hérnias são hérnias umbilicais e hérnias de Sprengel. Em torno desta área, também temos as inserções abdominais (reto é de primordial importância). Profundamente, na área suprapúbica também temos o músculo psoas e nervos segmentares, tais como a ilioinguinal e nervo ílio-hipogástrico.
Abaixo do ramo púbico (dor na virilha infrapubica) temos todos os adutores e os seus respectivos tendões. A outra estrutura dominante é o nervo obturador, que recebeu um grau de interesse recente, especialmente dos médicos no Parque Olímpico Sports Medicine Center em Melbourne, Austrália.
Mecanismos de lesão
Músculos adutores são mais comumente tensos em esportes que envolvem torção, rotações, chutes. Estas lesões ocorrem em menor grau nas corridas em linha reta, a aceleração parece ser o mecanismo dominante de lesão nesse tipo de execução. O mesmo ocorre com as lesões por limitação, lesões no músculo adutor que surgem devido a uma contração excessivamente forte ou alongamento
excessivo.
Alguns autores sugerem que um músculo deve ter um aumento do tônus antes que ocorra um rompimento. Esse raciocínio sustenta que um aumento no tônos devido a algum tipo de input aferente alterado traz um músculo saudável normalmente mais perto de seu ponto de ruptura à tração. Qualquer estiramento excessivo ou uma contração pode, eventualmente, fazer um músculo romper. Esse raciocínio ganha algum peso quando se considera como muitas vezes uma patologia pré-existente, como osteíte púbica ou uma hérnia inguinal é logo seguida por uma lesão músculo adutor ou vice-versa.
Outra consideração interessante é a neurologia do ilioinguinal. É certo sugerir que a irritação do nervo ilioinguinal (que inerva o componente motor do transverso abdominal e os músculos abdominais inferiores, e componente sensorial da região da virilha) pode de fato ser um precursor para as síndromes na virilha (tendinopatia dos adutores / osteíte púbica / hérnia inguinal). Sprints repetitivos, giros e chutes podem sobrecarregar excessivamente e alongar os músculos psoas e abdominais.Isto pode gerar um problema na interface com o ilioinguinal de modo que a irritação do nervo se desenvolve e, como consequência de causa e efeito, a virilha torna-se irritada eo controle muscular pobre o que conduz ao enfraquecimento da parede abdominal, fraca estabilidade da sínfise púbica e alteração na sinergia adutor-abdominal durante o movimento. Como resultado, o colapso da área da virilha se segue. Este pode então ser uma explicação plausível sobre o porquê patologias muitas vezes co-existem com dor na virilha em curso.
Apresentação e diagnóstico
História
Um atleta com rompimento nos adutores geralmente lembra do episódio definitivo que levou à lesão, que pode ser causado por uma corrida, uma rotação, um pisar ou chutar. Geralmente a dor imediata é sentida no anexo adutor ou dois a três centímetros abaixo do anexo. O atleta irá demonstrar um certo grau de dificuldade funcional, seja a incapacidade de sprint ou de realizar um pontapé, e mesmo o ato de ficar em pé ele pode ter dificultade.
Muitas vezes o episódio é precedido por dor abdominal ou na virilha, nas semanas que antecederam a lesão. Por exemplo, uma fraqueza da parede abdominal posterior pode causar dor inicial na parede abdominal inferior e / ou referida na virilha. Como mencionado acima, devido a possíveis vias a dor abdominal pode então fazer com que o espasmo e o tônus aumente no grupo adutor, levando a um rompimento/ distensão subsequente.
O teste de resistência
A melhor maneira de testar a força e inibição dos músculos adutores é através do teste do “Squeeze adutor”. Isto é feito com o paciente deitado sobre a mesa com as pernas estendidas. O examinador coloca dois punhos cerrados em conjunto entre os joelhos do paciente e, em seguida, o paciente aperta os joelhos contra os punhos do examinador. Com lesões agudas, é aconselhável que o paciente seja instruído para realizar lentamente a pressão até que a pressão máxima seja alcançada. Dor e inibição são então avaliados subjectivamente. O mesmo teste é então feito com os pés em cima da mesa e os joelhos dobrados a 45 graus. A terceira posição e última os pés ficam fora do banco com quadris em 90 graus. É necessário testar todas as três posições, como rompimentos agudos pode realmente estar livre de dor numa destas posições de teste.
O objetivo destes testes é qualificar a dor e inibição em todas as posições do teste e para ganhar alguns pontos para re-avaliação no futuro próximo.
Articulações associadas
O quadril, coluna lombar e articulação sacroilíaca estão relacionados através da cadeia cinemática com a região da virilha.
Articulação do quadril
Avaliar a rotação interna da articulação do quadril possui sua importância.
A diminuição na rotação interna é um achado comum em atletas com osteíte púbica, hérnias inguinais e patologias da coluna lombar. Falta de rotação interna pode levar a um aumento compensatório na abdução do quadril que se intensifica ao realizar alguns movimentos. Isto pode então conduzir a uma força excessiva que é colocada nos músculos adutores podendo resultar em lesão.
Coluna lombar
A mecânica da coluna lombar pode ter um papel complexo e importante no desenvolvimento dos problemas musculo-adutor-musculo. A falta de extensão lombar intersegmentar levará a um aumento compensatório na extensão do quadril, rotação externa e rotação pélvica durante a fase de apoio terminal de marcha. Isso pode levar a um esforço extra sendo direcionado para os flexores do quadril e adutores, enquanto um atleta corre e chuta. Isso, combinado com um pobre controle nos abdominais, a cintura pélvica pode levar a uma transferência de força pobre para coxa, do outro lado da pelve e no tronco. Rotação da coluna lombar também está implicada na cadeia cinemática pato-mecânica da região da articulação do quadril e adutor. A falta de rotação lombar baixa pode levar a um aumento obrigatório na rotação da articulação do quadril, enquanto um atleta muda de direção em seu movimento. Isso, combinado com uma articulação do quadril relativamente restrita pode, então, predispor a região da virilha ao acúmulo de força excessiva e posterior ruptura.
É interessante notar que muitas vezes os atletas queixam-se de uma coluna que se apresenta tensa e com restrições de movimento na lombar (geralmente unilateral e, geralmente, do lado esquerdo), nos dias que antecedem a um rompimento no músculo adutor. Isto é puramente um achado clínico observado e não tem respaldo. Pode-se racionalizar e dizer que um encurtamento e restrição na parte inferior da coluna lombar pode então provocar um aumento relativo no movimento da articulação do quadril, que coloca mais força nos músculos adutores despreparados. Também é interessante notar que a clínica sugere que a maior parte disto ocorre no lado esquerdo. O padrão mais comum na região pélvica é ter um TFL tensor fáscia lata hipertônico a direita e um psoas, glúteo e grácil esquerdo hipertônico. Isto não quer dizer que a maioria dos rompimentos de adutores ocorrem do lado esquerdo. No entanto, na experiência clínica, o equilíbrio não é, certamente 50-50 esquerda e direita. Rompimentos do lado esquerdo parecem predominar. No entanto é preciso reconhecer que este é provavelmente muito dependente do esporte envolvido.
Articulação sacroilíaca
Pelas mesmas razões acima mencionadas, uma articulação sacro ilíaca restrita pode causar um aumento compensatório no movimento necessário na região da articulação do quadril e adutor. Expoentes da escola de osteopatia destacam quantas vezes um encurtamento e restrição de movimento na articulação sacro ilíaca (medida subjetivamente no teste Squish) precederá um rompimento no músculo adutor do lado oposto. Isto é, um Squish restrito a direita pode ser associado e preceder um rompimento do lado esquerdo adutor. Mais uma vez, a complexa interação de todas as articulações que compõem a cadeia cinemática deve ser abordada.
Controle abdominal
O controle correto do movimento na coluna lombar e na pélvis é um componente essencial no fornecimento de uma base sólida a partir da qual os músculos da coxa podem funcionar. A correta ativação e padronização dos músculos estabilizadores profundos e os músculos do “CORE” irá em sinergia com os músculos superficiais reduzir o estresse sobre a coluna vertebral e minimizar a transferência indesejada de estresse para os músculos da coxa.
É interessante notar que o Comitê Médico do Futebol Australiano está atualmente realizando um grande estudo de coorte sobre o papel que o Transverso Abdominal (TRA) tem no desenvolvimento do osteíte púbica. A razão é que uma pobre função biomecânica do TrA conduz a um pobre controle da sínfise púbica durante o movimento e, assim, a sínfise está sujeita a mais força de cisalhamento e desagregação subsequente. O papel que isso tem sobre o desenvolvimento de rompimentos na virilha é mais difícil de deduzir.
Tratamento
Fase aguda
A fase de 72-horas após uma lesão é caracterizada por edema e dor. Durante esta fase, usar gelo para reduzir a inflamação (massagem de gelo) e, se necessário medicação anti-inflamatória. Evitar o uso de tais medicamentos após as primeiras 72 horas, uma vez que pode ter um efeito negativo sobre a regeneração do tecido. Mesmo nesta fase inicial, é importante ter algum movimento na área afetada, a fim de acelerar o processo de cicatrização.
Durante esta fase é recomendo que você descanse o máximo possível. É também recomendo que você use faixa de compressão, que ajudará a evitar mais prejuízos. Elevar a perna ferida enquanto faz a massagem com gelo a cada 2 a 3 horas é também essencial (gelo apenas 7 a 9 minutos de cada vez).
Terapia Manual
A terapia manual deve ser implementada o mais rapidamente possível. Quanto mais tempo o lesionado espera para a terapia começar, maior o tempo de recuperação pode ser. O período de tempo que você não será capaz de realizar suas atividades habituais dependerá da causa da lesão e o grau da lesão.
A primeira coisa que os profissionais devem fazer no tratamento de uma lesão na virilha é realizar uma análise biomecânica. Nesse processo, eles avaliam a marcha do paciente e alteração na suas formas. Ele devem avaliar o movimento para confirmar se há alguma restrição. O avaliador vai sentir uma alteração na consistência do tecido normal, ele o sentirá em forma de corda, rígida, e não haverá uma falta de deslizamento entre o tecido e as estruturas adjacentes. Uma vez que a área que necessita de tratamento tenha sido identificada, a terapia manual pode começar. Existem várias formas de terapia que podem conseguir bons resultados no tratamento de aderências miofasciais.
Exercício é essencial
O exercício é essencial no tratamento de uma lesão na virilha para uma recuperação completa e para evitar quaisquer recorrências. Sendo muito importante flexibilidade, fortalecimento e treino de equilíbrio para uma recuperação completa. Sem estes três elementos essenciais, os tecidos lesados não remodelam corretamente e o atleta somente vai estar se preparando para uma série de lesões na virilha.
Exercícios de flexibilidade
Durante as primeiras 48 horas a seis semanas após uma lesão, o colágeno é formado e previsto para reparar a área lesionada. Se o atleta lesionado está executando os exercícios corretos de alongamento, a maioria do colagénio será fixado no mesmo sentido que o tecido a ser reparado, fazendo com que o tecido seja reparado mais forte e mais capaz de executar a sua função. Se o indivíduo não realiza o alongamento, o tecido vai ser fixado em padrões mais aleatórios, conduzindo ao desenvolvimento de um tecido mais fraco que é facilmente re-feridos.
Alongamento da virilha (Performance Core)
Lateral Lunge Moving – Alongamento dinâmico (Performance Core)
Exercícios de fortalecimento
A remodelação do tecido pode durar até 12 meses após uma lesão. Durante esta fase, as fibras do colágeno aumenta de tamanho, de força e de diâmetro. A remodelação do colágeno é necessária para resistir às tensões que são colocados em cima dele. Em outras palavras, a remodelação do tecido é dependente das forças que são aplicadas ao tecido. Se a pessoa lesada está realizando exercícios de fortalecimento adequados, o colágeno vai remodelar e resistir às pressões que lhe são colocadas. Com o exercício, esta remodelação irá conduzir a uma recuperação completa do tecido lesionado, juntamente com uma probabilidade menor de uma nova lesão. Sem força de formação adequado, a possibilidade de re-ferimento é muito elevada, não importa qual a terapia do paciente recebeu.
Sempre que ocorre uma lesão na virilha, a lesão geralmente não é restrita apenas aos ligamentos, tendões, fibras musculares e fibras fasciais. Muitas vezes, as estruturas neurológicas incorporados dentro destas estruturas de tecidos moles também estão danificadas. Estas estruturas neurológicas (órgãos tendinosos de Golgi, fusos musculares e receptores comuns) desempenham um papel essencial no controle posicional. Qualquer dano para estas estruturas podem ter o efeito de estabilidade diminuida, o que pode levar a problemas.
Felizmente, este dano pode ser reparado com protocolos de exercícios que envolvem equilíbrio e propriocepção.
Retorno às atividades
Para retornar as suas atividades normais e esportes (hóquei, futebol, etc), você deve ser capaz de realizar todos os movimentos exigidos por esse esporte ou atividade sem dor significativa.
O tempo necessário para retornar a um desporto irá variar dependendo dos movimentos necessários. Corredores de longa distância só são obrigados a se mover em linhas retas relativamente comparado com o jogador de hóquei que exige mudanças constantes na direção de força durante um jogo normal. O retorno precoce para uma determinada atividade pode ser determinante no sentido de um atleta ter uma série de novas lesões.
Fonte: http://www.alvaroalaorpilates.com/lesoes-na-virilha/
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
A Propriocepção.
A propriocepção é o termo que descreve a percepção do próprio corpo, e inclui a consciência da postura, do movimento, das partes do corpo e das mudanças no equilíbrio, além de englobar as sensações de movimento e de posição articular. [1,2] Embora seja estudada há muito tempo, a propriocepção ainda é pouco conhecida. Este texto tem como objetivo fazer um breve apanhado da neurofisiologia deste tema tão complexo.
Inicialmente é impossível falar em propriocepção sem falar em receptores sensoriais. Afinal de contas são eles que "informam" o nosso SNC (aqui me refiro a SNC e não apenas ao cérebro pois existe a propriocepção consciente e inconsciente) sobre a posição articular e o nível de tensão muscular, por exemplo.
[1] Lent, R. Cem bilhões de neurônios: conceitos e fundamentos da Neurociência. Atheneu, 2001. [2] Kandel, E. R.; Schwartz, J.H.; Jessell, T.M.Princípios da Neurociência. Manole, 2003.
Receptores Sensoriais
Os receptores sensoriais fazem parte do sistema sensorial somático, responsável pelas diferentes experiências sensoriais captadas e interpretadas pelo nosso corpo. A função mais elementar dos receptores sensoriais é prover o SNC com informações sobre o estado interno de estruturas orgânicas e do ambiente externo. São eles que definem o que chamamos de sentidos (visão, audição,sensibilidade corporal, olfação, gustação). Porém um único receptor não é capaz de identificar sozinho os diferentes estímulos que nos bombardeiam a cada instante. Desta forma contamos com diferentes tipos receptores sensoriais, cada um com características próprias que permitem que ele "sinta" diferentes estímulos. Podemos classificar os receptores sensoriais de acordo com a sua função (mecanoceptores, termoceptores, fotoceptores, quimioceptores e nociceptores). Além da classificação funcional, podemos também classificá-los de acordo com a sua localização anatômica: exteroceptor, interoceptor e proprioceptor (esta última classe é a que nos interessa no momento).
Proprioceptores
Os proprioceptores são receptores que se localizam mais profundamente nos músculos, aponeuroses, tendões, ligamentos, articulações e no labirinto cuja função reflexa é locomotora ou postural. Podem gerar impulsos nervosos, conscientes ou inconscientes. Os primeiros atingem o córtex cerebral e permitem que, mesmo de olhos fechados, se tenha a percepção do próprio corpo, seus segmentos, da atividade muscular e do movimento das articulações. Sendo portanto responsáveis pelo sentido de posição e de movimento (cinestesia). Os impulsos nervosos proprioceptivos inconscientes não despertam nenhuma sensação; são utilizados pelo sistema nervoso central para regular a atividade muscular, através do reflexo miotático ou dos vários centros envolvidos com a atividade motora, como o cerebelo. Em resumo: Os proprioceptores são essenciais para informar ao nosso cérebro a noção de posição dos membros, e por sua vez, esta informação de posicionamento corporal é essencial para o controle dos movimentos.
Estes receptores desempenham, em simultâneo, a função de detectar todas as variações mecânicas e de enviar a informação recolhida ao sistema nervoso central. Para além dos proprioceptores, o aparelho vestibular e o sistema visual também fornecem importantes informações somato-sensoriais. Pode-se dizer, portanto, que a propriocepção é responsável pelo envio constante de informação sobre eventuais deslocamentos de segmentos no espaço auxiliando-nos nas diversas tarefas motoras. Apropriadamente, os proprioceptores estão localizados nos músculos (fusos musculares), tendões (órgãos tendinosos de Golgi) e nas cápsulas articulares (corpúsculos de Ruffini e Pacini).
Muito bem. Até aqui aprendemos que a propriocepção depende dos receptores sensoriais, e que estes receptores são estruturas especializados, cuja função é de transformar a energia mecânica da deformação física (alongamento, compressão e pressão) em potenciais de ação nervosos que são transmitidos ao SNC, mais exatamente na medula espinhal. Ao chegar na medula, estes potenciais de ação seguem pelo fascículo grácil (local que recebe informações originadas de receptores do membro inferior) e/ou fascículo cuneiforme (recebe informações originadas de receptores do membro superior). Destas estruturas os estímulos seguem passando pelo diencéfalo e córtex cerebral, terminando assim na área somestésica (responsável pelo armazenamento de informações proprioceptivas). Ao atingirem esta área o movimento passa a ser reconhecido pelo cérebro. Este processo possui uma duração em torno de 80 a 100 m/s e é muito mais rápido que os estímulos dolorosos (estes seguem a uma velocidade de 1 m/s).
O cérebro tem uma representação do próprio corpo. A maioria das aferências somestésicas da metade do nosso corpo chega ao tálamo e projeta-se no córtex somestésico primário (S1) do giro pós-central contralateral. No córtex somestésico primário há um mapa corporal completo chamado homúnculo sensorial. Essa representação não é proporcional: a face e os dedos das mãos possuem a principal representação em relação a outras partes do corpo refletindo a densidade de receptores distribuídos pelo corpo. Assim determinadas regiões do corpo apresentam maior resolução espacial, ou seja, maior sensibilidade e maior precisão para identificar o estimulo. A sensibilidade tátil é a que tem melhor precisão. Não é à toa que a leitura Braille se executa com a superfície dos dedos indicadores e médios e não com a palma da mão.
A existência de um mapa foi corroborada pela 1ª vez pelo neurologista canadense Wilder Penfield que estimulou eletricamente determinadas regiões do córtex somestésico e obtinha relatos de formigamento na região correspondente do corpo. Atualmente as atividades corticais podem ser acompanhadas através da ressonância magnética funcional e técnicas de potencial evocado.O córtex somestésico possui 4 subáreas distintas que processam aspectos específicos da modalidade somestésica como é mostrado a seguir:
Subárea 3a: propriocepção
Subárea 3b: tato
Subárea s 1 e 2:
Este aí de cima é o homúnculo de penfield.
O que eu quero enfatizar com esta breve descrição é que o mapa somático cortical não é fixo: apresenta plasticidade de uso e desuso. Ex: Paciente com as mãos amputadas, relata sensação fantasma evocadas por estímulos faciais.
Conforme o uso que é dado a determinadas partes do corpo, a representação se torna proporcionalmente maior ou menor; os mapas são diferentes entre as pessoas. Mas o que isso significa e qual a implicação desta informação para um fisioterapeuta? Ora, significa que a propriocepção pode ser treinada. Creio que na verdade, o mais correto seria dizer que podemos treinar nosso SNC de modo a otimizar as reações motoras em resposta a alterações bruscas do posicionamento corporal. Em outras palavras: Tonar o cérebro mais atento às informações proprioceptivas e ensiná-lo a responder rapidamente a elas.
Após uma lesão articular e/ou ligamentar, os receptores proprioceptivos também são danificados, o que significa que a informação que é normalmente enviado para o cérebro fica prejudicada. Nestes casos, haverá um déficit na capacidade proprioceptiva do indivíduo. Isto pode deixar a pessoa propensa a se lesionar novamente, ou diminuir a sua coordenação durante o esporte. O treino proprioceptivo envolve geralmente superfícies instáveis. Esta instabilidade fornece ao organismo constantes oportunidades para avaliar a sua orientação no espaço, desenvolvendo e treinando a consciência corporal. Uma melhora na reposta proprioceptiva proporciona ao corpo com maior equilíbrio e estabilidade.
Fonte:http://fisioterapiahumberto.blogspot.com.br/2009/07/propriocepcao.html
Inicialmente é impossível falar em propriocepção sem falar em receptores sensoriais. Afinal de contas são eles que "informam" o nosso SNC (aqui me refiro a SNC e não apenas ao cérebro pois existe a propriocepção consciente e inconsciente) sobre a posição articular e o nível de tensão muscular, por exemplo.
[1] Lent, R. Cem bilhões de neurônios: conceitos e fundamentos da Neurociência. Atheneu, 2001. [2] Kandel, E. R.; Schwartz, J.H.; Jessell, T.M.Princípios da Neurociência. Manole, 2003.
Receptores Sensoriais
Os receptores sensoriais fazem parte do sistema sensorial somático, responsável pelas diferentes experiências sensoriais captadas e interpretadas pelo nosso corpo. A função mais elementar dos receptores sensoriais é prover o SNC com informações sobre o estado interno de estruturas orgânicas e do ambiente externo. São eles que definem o que chamamos de sentidos (visão, audição,sensibilidade corporal, olfação, gustação). Porém um único receptor não é capaz de identificar sozinho os diferentes estímulos que nos bombardeiam a cada instante. Desta forma contamos com diferentes tipos receptores sensoriais, cada um com características próprias que permitem que ele "sinta" diferentes estímulos. Podemos classificar os receptores sensoriais de acordo com a sua função (mecanoceptores, termoceptores, fotoceptores, quimioceptores e nociceptores). Além da classificação funcional, podemos também classificá-los de acordo com a sua localização anatômica: exteroceptor, interoceptor e proprioceptor (esta última classe é a que nos interessa no momento).
Proprioceptores
Os proprioceptores são receptores que se localizam mais profundamente nos músculos, aponeuroses, tendões, ligamentos, articulações e no labirinto cuja função reflexa é locomotora ou postural. Podem gerar impulsos nervosos, conscientes ou inconscientes. Os primeiros atingem o córtex cerebral e permitem que, mesmo de olhos fechados, se tenha a percepção do próprio corpo, seus segmentos, da atividade muscular e do movimento das articulações. Sendo portanto responsáveis pelo sentido de posição e de movimento (cinestesia). Os impulsos nervosos proprioceptivos inconscientes não despertam nenhuma sensação; são utilizados pelo sistema nervoso central para regular a atividade muscular, através do reflexo miotático ou dos vários centros envolvidos com a atividade motora, como o cerebelo. Em resumo: Os proprioceptores são essenciais para informar ao nosso cérebro a noção de posição dos membros, e por sua vez, esta informação de posicionamento corporal é essencial para o controle dos movimentos.
Estes receptores desempenham, em simultâneo, a função de detectar todas as variações mecânicas e de enviar a informação recolhida ao sistema nervoso central. Para além dos proprioceptores, o aparelho vestibular e o sistema visual também fornecem importantes informações somato-sensoriais. Pode-se dizer, portanto, que a propriocepção é responsável pelo envio constante de informação sobre eventuais deslocamentos de segmentos no espaço auxiliando-nos nas diversas tarefas motoras. Apropriadamente, os proprioceptores estão localizados nos músculos (fusos musculares), tendões (órgãos tendinosos de Golgi) e nas cápsulas articulares (corpúsculos de Ruffini e Pacini).
Muito bem. Até aqui aprendemos que a propriocepção depende dos receptores sensoriais, e que estes receptores são estruturas especializados, cuja função é de transformar a energia mecânica da deformação física (alongamento, compressão e pressão) em potenciais de ação nervosos que são transmitidos ao SNC, mais exatamente na medula espinhal. Ao chegar na medula, estes potenciais de ação seguem pelo fascículo grácil (local que recebe informações originadas de receptores do membro inferior) e/ou fascículo cuneiforme (recebe informações originadas de receptores do membro superior). Destas estruturas os estímulos seguem passando pelo diencéfalo e córtex cerebral, terminando assim na área somestésica (responsável pelo armazenamento de informações proprioceptivas). Ao atingirem esta área o movimento passa a ser reconhecido pelo cérebro. Este processo possui uma duração em torno de 80 a 100 m/s e é muito mais rápido que os estímulos dolorosos (estes seguem a uma velocidade de 1 m/s).
O cérebro tem uma representação do próprio corpo. A maioria das aferências somestésicas da metade do nosso corpo chega ao tálamo e projeta-se no córtex somestésico primário (S1) do giro pós-central contralateral. No córtex somestésico primário há um mapa corporal completo chamado homúnculo sensorial. Essa representação não é proporcional: a face e os dedos das mãos possuem a principal representação em relação a outras partes do corpo refletindo a densidade de receptores distribuídos pelo corpo. Assim determinadas regiões do corpo apresentam maior resolução espacial, ou seja, maior sensibilidade e maior precisão para identificar o estimulo. A sensibilidade tátil é a que tem melhor precisão. Não é à toa que a leitura Braille se executa com a superfície dos dedos indicadores e médios e não com a palma da mão.
A existência de um mapa foi corroborada pela 1ª vez pelo neurologista canadense Wilder Penfield que estimulou eletricamente determinadas regiões do córtex somestésico e obtinha relatos de formigamento na região correspondente do corpo. Atualmente as atividades corticais podem ser acompanhadas através da ressonância magnética funcional e técnicas de potencial evocado.O córtex somestésico possui 4 subáreas distintas que processam aspectos específicos da modalidade somestésica como é mostrado a seguir:
Subárea 3a: propriocepção
Subárea 3b: tato
Subárea s 1 e 2:
Este aí de cima é o homúnculo de penfield.
O que eu quero enfatizar com esta breve descrição é que o mapa somático cortical não é fixo: apresenta plasticidade de uso e desuso. Ex: Paciente com as mãos amputadas, relata sensação fantasma evocadas por estímulos faciais.
Conforme o uso que é dado a determinadas partes do corpo, a representação se torna proporcionalmente maior ou menor; os mapas são diferentes entre as pessoas. Mas o que isso significa e qual a implicação desta informação para um fisioterapeuta? Ora, significa que a propriocepção pode ser treinada. Creio que na verdade, o mais correto seria dizer que podemos treinar nosso SNC de modo a otimizar as reações motoras em resposta a alterações bruscas do posicionamento corporal. Em outras palavras: Tonar o cérebro mais atento às informações proprioceptivas e ensiná-lo a responder rapidamente a elas.
Após uma lesão articular e/ou ligamentar, os receptores proprioceptivos também são danificados, o que significa que a informação que é normalmente enviado para o cérebro fica prejudicada. Nestes casos, haverá um déficit na capacidade proprioceptiva do indivíduo. Isto pode deixar a pessoa propensa a se lesionar novamente, ou diminuir a sua coordenação durante o esporte. O treino proprioceptivo envolve geralmente superfícies instáveis. Esta instabilidade fornece ao organismo constantes oportunidades para avaliar a sua orientação no espaço, desenvolvendo e treinando a consciência corporal. Uma melhora na reposta proprioceptiva proporciona ao corpo com maior equilíbrio e estabilidade.
Fonte:http://fisioterapiahumberto.blogspot.com.br/2009/07/propriocepcao.html
sábado, 9 de janeiro de 2016
O Torcicolo e suas possibilidades de tratamento.
O torcicolo é uma contratura muscular involuntária na região do pescoço que causa dor local e limitação dos movimentos da cabeça e do pescoço. Sem causas congênitas, este é um problema que pode ocorrer em qualquer pessoa. “O tratamento varia de acordo com a causa e a maneira como o torcicolo se manifesta.”, afirma Regis Severo, fisioterapeuta da Mercur (www.mercur.com.br) que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa.
O tipo mais comum de torcicolo é o repentino/adquirido que é caracterizado por um espasmo muscular súbito (contratura muscular). Na maioria das vezes, sua causa está associada a movimentos bruscos, tensão muscular, exposição ao frio, posicionamento inadequado do pescoço nas atividades diárias ou ao dormir, entre outros. Há também um tipo de torcicolo chamado congênito, geralmente causado por uma contratura muscular do pescoço do bebê durante o parto que pode ser tratado com fisioterapia.
“A aplicação do calor pode ser realizada por meio de bolsas térmicas, com o objetivo de relaxar os músculos tensionados, aliviando a dor e melhorando o movimento. Já os alongamentos podem ser feitos de forma leve após a aplicação do calor. Embora este tipo de torcicolo possa ter uma rápida evolução com alívio da dor e melhora dos movimentos, em alguns casos pode ser necessária a intervenção de um profissional para melhor avaliação do quadro e tratamento mais direcionado, com fisioterapia, osteopatia ou acupuntura, por exemplo”, explica Regis Severo.
De qualquer forma, é sempre muito importante ficar atento à evolução dos sintomas e, caso a dor persista por mais dias, é necessário procurar um médico.
Fonte: DINO Visibilidade Online
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Entorse de tornozelo.
Causas:
Os ligamentos da articulação do tornozelo podem sofrer uma distensão ou mesmo uma ruptura em consequência de uma torção do pé, com ou sem aplicação de força externa. Tais lesões ocorrem frequentemente durante as atividades esportivas, sendo as lesões agudas do tornozelo as mais frequentes nesse caso. Elas perfazem aproximadamente 15 a 20% das lesões esportivas. Esportes que envolvem mudanças de direção rápidas e frequentes, saltos e contato com os jogadores adversários representam um maior risco para as estruturas ligamentares do tornozelo. Os esportes com uma incidência particularmente alta de lesões agudas do tornozelo são futebol, basquete e vôlei.
O risco de uma nova lesão do tornozelo é alto, principalmente para os atletas. Aproximadamente um terço dos pacientes sofrem outra lesão do tornozelo em um período de três anos; entre atletas, este número sobe para 73% dos casos. Muitos pacientes também se queixam mais tarde de uma certa falta de firmeza do tornozelo, dor ao andar e correr, inchaço leve e uma ligeira instabilidade da articulação do tornozelo.
Tipo de lesão ligamentar:
85% das lesões do sistema ligamentar do tornozelo superior afetam os ligamentos laterais, sendo que o ligamento lateral anterior é o mais frequentemente atingido. Também podem ocorrer lesões do tornozelo inferior. Enquanto que as lesões isoladas do tornozelo inferior são raras, as estimativas indicam que dez por cento dos pacientes com instabilidade lateral crônica do tornozelo superior também sofrem de instabilidade do tornozelo inferior.
Gravidade da lesão e sintomas:
As lesões ligamentares do tornozelo são classificadas em três graus de gravidade:
Grau I (leve):
Estiramento ligamentar sem ruptura macroscópica, inchaço leve e/ou sensibilidade das estruturas afetadas. Perda mínima da função ou sem perda, geralmente sem hemorragia, sem instabilidade mecânica do tornozelo, sem problemas para suportar carga.
Grau II (moderado):
Ruptura macroscópica parcial com dor, inchaço e sensibilidade moderados das estruturas afetadas. Prejuízo funcional de leve a moderado, instabilidade do tornozelo de leve a moderada, frequentemente há hemorragias e problemas para suportar carga.
Grau III (grave):
Ruptura ligamentar total com inchaço, hematoma e dor pronunciados. Perda da função do tornozelo, bem como movimentos anormais e instabilidade do tornozelo pronunciados, hemorragia e incapacidade de suportar carga.
Diagnóstico:
Primeiro, o médico examina o pé quanto a limitações do movimento, desenvolvimento de calor, inchaço, vermelhidão, ossos protuberantes, etc. Na consulta, são esclarecidas as circunstâncias que levaram à lesão, bem como a localização da dor e se havia qualquer lesão ou doença prévia nessa região. Conforme os achados, são efetuados outros exames como raios X ou TRM.
Tratamentos:
O tratamento através da mobilização funcional precoce estabeleceu-se como o padrão atual com a aplicação do método PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão, elevação) imediatamente após a lesão. Exercícios leves sem suporte de carga podem ser iniciados já após 48 a 72 horas, a fim de restaurar a amplitude de movimento e a força muscular. Após a redução do inchaço, a articulação do tornozelo é estabilizada com uma órtese e o suporte de carga é restabelecido gradativamente ao longo de duas a quatro semanas.
Além disso, um treinamento sensório-motor concomitante é desejável, devendo ser iniciado o mais cedo possível – geralmente após três a quatro semanas.
Em todos os casos é necessário certo período de repouso, com uso de gelo e compressas. A reabilitação se faz necessária, principalmente nos casos de nível três, cujos exercícios de reabilitação podem envolver movimentos ativos dentro da amplitude de movimento ou movimentos controlados da articulação do tornozelo, sem resistência. Exercícios na água podem ser usados, caso os exercícios de fortalecimento em solo, sejam muito dolorosos. Exercícios de membros inferiores e atividades de endurance são adicionados como tolerado. Propriocepção é muito importante, pois a falta dela é uma das principais causas de repetição da entorse e uma articulação do tornozelo instável. Uma vez que dor cessar, outros exercícios podem ser adicionados, tais como exercícios de agilidade. O objetivo é aumentar a força e amplitude de movimento, com o tempo o equilíbrio melhora.
Fonte:http://www.ottobock.com.br/%C3%B3rteses/imagens-cl%C3%ADnicas-e-sintomas/lez%C3%B5es-do-tornozelo/
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Lesões Tendíneas e Ligamentares.
Os tendões e ligamentos mostram padrões similares de alongamento na tração. A tensão inicial retifica as fibras colágenas relaxadas e orienta os feixes de colágeno de uma forma mais paralela, mas não alongar o ligamento. Se a tensão realizada em uma fibra colágena não ultrapassar o limiar de elasticidade do tendão ou ligamento, este irá irá ser alongado, mas retornará ao seu comprimento normal quando a força de tensão for cessada. No entanto, quando aplicamos uma força que ultrapassa o limiar de tensão das fibras, o alongamento resulta em uma ruptura completa do tendão ou ligamento.
Unidades mio-tendíneas individuais e ligamentos têm diferentes limiares de tensão de acordo com seu tamanho, localização anatômica e estado fisiológico. A substância de tendões normais tem uma resistência à tracção muito mais elevada e uma taxa muito mais baixa de lesão, em comparação com a junção músculo-tendão, o ventre muscular, ou a junção do osso-tendão (fratura avulsão). Na verdade, tendões normais quase nunca rompem, e quase todos os casos de ruptura do tendão aguda ocorrem em tecido que tenha sido afetado por tendinopatia degenerativa, degeneração mucóide, tendolipomatosis, ou tendinopatia calcificante (doenças degenerativas do tendão). Roturas ligamentares, no entanto, são mais frequentes e ocorrem na substância do ligamento, resultante da ruptura sequencial de feixes e fibras de colágeno. Quando o ligamento avulsiona a partir do osso (arrancamento da inserção do ligamento no osso), a lesão ocorre tipicamente entre as camadas de transição das camadas fibrocartilagem e osso mineralizado.
Envelhecimento, imobilização, injeções de corticóide, e alguns medicamentos podem enfraquecer tendões e ligamentos e predispor essas estruturas à ruptura. Idade e imobilização também podem enfraquecer ossos, portanto, o osso pode ser o elo mais fraco, e dependendo da força, pode causar uma fratura. Os glicocorticóides (medicações com cortisona) inibem a síntese de colágeno, com conseqüente redução no conteúdo de colágenonos tendões e ligamentos, com casos documentados de ruptura do tendão, após injeções de glicocorticóides. Fluoroquinolonas (antibiótico comumente utilizado para pneumonia e infecções urinárias) podem causar tendinite e tendinose em um baixo percentual de pacientes.
Ruptura de tendão aguda requer avaliação urgente. A tração dinâmica do músculo provoca a perda de continuidade do tendão, que não pode ser restaurado sem cirurgia. Com atraso no tratamento, o músculo contrai pouco a pouco, tornando o procedimento mais extenso e o resultado menos confiável. Algumas lacerações parciais de tendão podem ser tratadas com imobilização. Algumas rupturas completas de tendão, como por exemplo, rupturas proximais do tendão do bíceps, na maioria dos adultos não causam incapacidade funcional e podem ser tratadas conservadoramente.
Uma lesão ligamentar aguda é chamada de estiramento, distensão ou entorse. A interrupção pode ser parcial ou completa. Entorses Grau I são lesões parciais com ruptura leve ou alongamento exagerado das fibras colágenas e não leva a instabilidade da articulação acometida. Entorse de grau II são lesões parciais, mais graves, e há alguma flacidez do ligamento com discreta a moderada instabilidade da articulação. Entorses grau III são rupturas ligamentares completas com instabilidade completa do ligamento em manobras de estresse. Na fase aguda, a dor e o inchaço podem não permitir uma avaliação adequada com a realização das manobras de estresse para classificação das lesões.
Como ocorre em outras estruturas, a cicatrização de tendões e ligamentos progride através de quatro fases: inflamação, proliferação, remodelação e maturação. Na fase inicial de cicatrização forma-se o hematoma, com células inflamatórias e fibroblastos para iniciar a síntese de colágeno, que pode ser detectada tão cedo, quanto 3 dias após a lesão. A segunda fase continua durante 4 a 6 semanas, e inclui a proliferação celular e da matriz tecidual. Esta fase funciona como fase de transição para as fases de remodelação e maturação, que são caracterizados por uma redução na massa de tecido fibroso relativamente desorganizada, uma reorganização de colágeno ao longo das linhas de carregamento à tração, um aumento na ligação cruzada entre as fibras de colágeno, e um aumento na resistência à tracção do tendão ou ligamento ao longo das primeiras 4 a 6 semanas. O processo de cicatrização de uma ruptura completa ligamentar continua durante um ano ou mais.
A cura das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) e outros ligamentos intra-articulares é geralmente pobre, porque o suprimento de sangue é limitado e o líquido sinovial interfere com a formação de hematoma e desenvolvimento de um coágulo de fibrina . Ocasionalmente, a LCA vai cicatriz no ligamento cruzado posterior, proporcionando certa estabilidade mínima, no entanto, nem o reparo nem o tratamento conservador provovem uma cicatrização bem-sucedida do LCA.
Fonte:http://tirico.com.br/lesoes-tendineas-e-ligamentares/
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
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