segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O que é artrose?



Para entender a artrose é preciso conhecer um pouquinho a anatomia das articulações.
Articulação é a região onde há conexão entre dois ou mais ossos distintos. Exemplos: O joelho é uma articulação que liga os ossos fêmur e tíbia (conecta a coxa à perna), o cotovelo é uma articulação que liga o osso úmero aos ossos ulna e rádio (conecta o braço ao antebraço) e o tornozelo é uma articulação que liga os ossos tíbia, fíbula e tálus (conecta a perna ao pé).
As articulações citadas acima são móveis, ao contrário, por exemplo, das articulações que conectam os diversos ossos do crânio, que são fixas (o nosso crânio não é formado por um único grande osso, mas sim por vários ossos conectados uns aos outros).
As articulações moveis possuem cartilagem e uma bolsa cheia de líquido, chamado líquido sinovial. A cartilagem é um tecido escorregadio aderido às extremidades dos ossos ligados pelas articulações. Quando há movimento na articulação, graças ao lubrificante líquido sinovial e à amortecedora cartilagem, os ossos deslizam entre si com mínimo atrito.
Joelho normal e joelho com artrose.
A artrose é um processo onde há degeneração da cartilagem. Nas fases inicias da artrose a cartilagem torna-se mais áspera, aumentando o atrito durante a movimentação da articulação. A artrose grave surge quando a cartilagem é completamente destruída, fazendo com que o atrito entre os dois ossos cause desgaste dos mesmos.
Este atrito nas articulações provoca uma inflamação da mesma,  que se caracteriza por um quadro de artrite, daí o nome de osteoartrite (artrite = inflamação da articulação). Existem cerca de 100 doenças que podem causar artrite; a artrose (osteoartrite) é a mais comum. Se você quiser mais informações sobre as diferenças entre a artrite da artrose e as artrites de outras doenças, leia: ARTRITE e ARTROSE | Sintomas e diferenças.
CAUSAS E FATORES DE RISCO DA ARTROSE
A osteoartrose é muito rara antes do 40 anos e muito comum após os 60 anos. Durante muito tempo pensou-se que a degeneração da articulação, e consequentemente a artrose, era um processo natural do envelhecimento. Sabe-se hoje que a idade é um dos principais fatores de risco, mas não é o único.
Além da idade outros fatores de risco para osteoartrite são a obesidade (principalmente para artrose do joelho) (leia: OBESIDADE | Definições e consequências), ser do sexo feminino (mulheres têm até 3x mais chances de desenvolver osteoartrite que homens), falta de prática de exercícios (exceto os de alto impacto nas articulações, que podem levar à artrose), predisposição genética, etc.
A artrose pode ser primária, quando não há uma causa aparente além da idade, ou secundária, quando surge devido a traumas nas articulações, deformidades ósseas, obesidade, diabetes (leia: DIABETES MELLITUS | Diagnóstico e sintomas), etc.
Resumindo, os principais fatores de risco para artrose são:
Idade.
Sexo feminino.
Obesidade.
Não ter osteoporose (ossos fortes na velhice aumentam o risco de artrose).
Ocupação (trabalhos que forcem as articulações cronicamente).
Atividades desportivas de alto impacto.
Traumas nas articulações.
Doenças musculares.
Predisposição genética.
Deformidades ósseas.
Diabetes Mellitus.
 SINTOMAS DA ARTROSE
As articulações mais acometidas pela osteoartrose são as mãos, joelhos, quadril e coluna.
O principal sintoma da artrose é a dor, que normalmente piora com esforço físico e alivia com repouso. A dor costuma ser pior no final do dia e após longos períodos de imobilização, como em viagens de avião ou em poltronas de cinema. Alguns pacientes apresentam piora da dor com mudanças no clima. Conforme a osteoartrite avança, a dor pode surgir com atividades cada vez menos intensas, podendo, por fim, ocorrer mesmo em repouso e durante a noite. A artrose em fases avançadas é uma doença incapacitante.
A dor não é  causada diretamente pela lesão na cartilagem uma vez que esta não apresenta inervação. Isso significa que alguns pacientes com lesões graves da cartilagem, visíveis na radiografia, podem apresentar poucas queixas de dor, enquanto outros com lesões menos visíveis podem ter sintomas de artrose mais evidentes.
Rigidez também é uma queixa comum em pacientes com artrose. A rigidez das articulações doentes é comum nos primeiros minutos após o paciente acordar, melhorando após cerca de meia hora. Durante o dia também podem haver episódios de rigidez articular, principalmente após períodos de inatividade.
A articulação acometida pela osteoartrite costuma apresentar uma mobilidade menor e pode estar inchada, quente e apresentar crepitações à movimentação.
TRATAMENTO DA ARTROSE
A artrose é uma doença crônica que piora progressivamente com o passar dos anos. O tratamento da osteoartrite pode muitas vezes reduzir os sintomas, manter o paciente ativo e, em alguns casos, retardar a progressão desta patologia. O tratamento inclui uma combinação de terapias com e sem medicamentos e, em alguns casos, correção cirurgia da articulação.
Os objetivos do tratamento da osteoartrose são o controle a dor e do inchaço, melhorar a qualidade de vida e prevenir a progressão da lesão.
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO DA ARTROSE
Perda de peso
O excesso de peso está associado a um maior risco de desenvolvimento de artrose, principalmente nos joelhos. Estudos que acompanharam pacientes com sobrepeso por 10 anos mostraram que aqueles que perderam pelo menos 4,5 kg diminuíram em 50% o risco de osteoartrose nos joelhos.
Mesmo nos pacientes com sobrepeso ou obesidade que já apresentam artrose estabelecida, perder peso diminui a pressão sobre os joelhos, diminuindo a dor e melhorando a capacidade funcional.
Repouso
A dor da osteoartrite costuma piorar após o uso prolongado da articulação, melhorando após o repouso.
Descansar a articulação afetada no momentos de crise costuma aliviar a dor, no entanto, o descanso prolongado pode levar à atrofia muscular e diminuição da mobilidade articular. Portanto, o descanso é recomendado apenas para curtos períodos de tempo, geralmente 12 a 24 horas em casos de agudizações da dor.
Exercícios físicos
Pacientes com osteoartrite podem achar absurda a ideia de praticar exercícios, tamanho é o incômodo que a movimentação das articulações acometidas causam durante um esforço. Porém, um bom fisioterapeuta pode criar um regime de exercícios individualizado que irá fortalecer os músculos em torno da sua articulação, aumentando a amplitude do movimento.
Quanto mais forte e flexível é a musculatura ao redor das articulações, mais estáveis elas ficam, diminuindo o atrito entre os ossos, a dor e a inflamação.
Órteses
Órtese de joelhoÓrteses são dispositivos que ajudam a manter as articulações alinhadas e funcionando corretamente. Existem vários tipos de órteses que podem reduzir os sintomas e ajudar a manter a função das articulações em pacientes com osteoartrite.
Cintas e talas que imobilizam as articulações podem reduzir a dor e a inflamação; muitas delas pode ser usado durante todo o dia e noite. As órteses podem ajudar a estabilizar as articulações instáveis.
Calor local
A aplicação de calor úmido pode aumentar o limiar para a dor e diminuir o espasmo muscular. É preciso ter cuidado para evitar queimaduras. Garrafas de água quente deve ser preenchidas com água quente mas não fervente.
O calor local pode ser aplicado várias vezes ao dia.
TENS (neuroestimulação elétrica transcutânea)
A sigla TENS vem do inglês Transcutaneous electrical nerve stimulation, que significa neuroestimulação elétrica transcutânea.
A TENS é um aparelho que produz uma corrente elétrica suave que estimula as fibras nervosas na pele, interferindo com a transmissão de sinais de dor das articulações com artrose.
O uso da TENS como tratamento da artrite é controverso. Há estudos que mostram algum benefício no controle da dor, enquanto outros não conseguiram mostrar superioridade em relação ao placebo.
Campo eletromagnético pulsátil
Conhecido como Pulsed Signal Therapy (PST), baseia-se na criação de campos eletromagnéticos pulsáteis de baixa intensidade ao redor das articulações. O PST supostamente atua estimulando o metabolismo e a atividade das células das cartilagens. Apesar de haver alguns estudos demonstrando melhora da dor e da capacidade funcional, este tratamento ainda não possui um volume de estudos científicos suficiente para ser amplamente indicado pelas sociedades internacionais de reumatologia.
B. TRATAMENTO DA ARTROSE COM MEDICAMENTOS
Glicosamina e condroitina
Apesar da popularidade ganha nos últimas anos, o sulfato de glicosamina e o sulfato de condroitina não apresentam evidências científicas de que realmente sejam benéficos para a osteoartrose. Apesar de alguns pacientes relatarem melhora da dor com estes medicamentos, os estudos mais recentes demonstraram que ambos apresentam apenas efeito placebo.
O sulfato de glicosamina e o sulfato de condroitina não melhoram a inflamação da artrose, não retardam a progressão da doença e não regeneram a articulação acometida pela osteoartrite.
Todavia, como são drogas praticamente sem efeitos adversos, continuam sendo muito utilizadas por alguns médicos, principalmente pelo seu efeito placebo.
obs: a glicosamina não deve ser usada em pacientes com alergia a frutos-do-mar.
Analgésicos
Analgésicos simples como o paracetamol e a dipirona (metamizol em Portugal) ajudam a aliviar a dor em casos iniciais. Estas drogas , porém, não agem diretamente na inflamação da osteoartrite, tendo efeito apenas temporário.
Em casos de artrose mais grave, analgésicos opioides (da classe da morfina) podem ser usados por curtos períodos, para evitar dependência. Os melhores resultados no controle das crises nos casos de artrose avançada são obtidos quando se associa um analgésico opioide e um anti-inflamatório.
Anti-inflamatórios
Os anti-inflamatórios possuem efeito analgésico e atuam diretamente na inflamação, apresentando melhores resultados que os analgésicos comuns. São drogas que atuam aliviando a dor até nos casos de artrose moderada/severa.
Apesar da boa resposta, os anti-inflamatórios são medicamentos com alta toxicidade, aumentando os riscos de úlceras do estômago, doenças cardíacas e lesão dos rins (leia: REMÉDIOS QUE PODEM FAZER MAL AOS RINS e ANTI-INFLAMATÓRIOS | AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS).
Corticoides intra-articulares
Os corticoides, quando injetados em articulações artríticas, agem diminuindo a inflamação e aliviando os sintomas da osteoartrite (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | Indicações e efeitos colaterais).
Injeções intra-articulares de corticoides podem ser recomendadas para pessoas que têm artrose limitada a poucas articulações, e que não conseguem controlar a dor apenas com o uso de anti-inflamatórios (ou já apresentam sinais de toxicidade aos mesmos).
Os corticoides podem danificar as articulações, principalmente aquelas que suportam peso, como joelhos, quando injetado com frequência. Portanto, recomenda-se não mais que 3-4 injeções por ano em cada articulação.
Injeção de hialuronato de sódio
O líquido articular normal contém uma grande quantidade de hialuronato, que o torna viscoso, permitindo o deslizamento sem atrito dos ossos. Hialuronatos sintéticos podem ser injetados no joelho para tratar a artrite.
Após a injeção, o alívio da dor pode durar vários meses.
Injeções de hialuronato geralmente são reservados para os pacientes com osteoartrite que não podem tomar anti-inflamatórios ou que não apresentem alívio adequado da dor com eles.
C. TRATAMENTO CIRÚRGICO DA ARTROSE
A cirurgia é habitualmente reservada para os casos de artrite grave e limitante que não respondem aos tratamentos descritos acima.
É importante ressaltar que a cirurgia é recomendada antes que artrite provoque complicações, como perda muscular e deformidades articulares. Além disso, aqueles que sofrem cirurgia devem ter boa saúde e estar preparados para a reabilitação no pós-operatório.
Sinovectomia artroscópica
A sinovectomia artroscópica é a remoção cirúrgica da sinóvia (o revestimento da articulação que costuma estar inflamado na artrose) usando um artroscópio, que é inserido dentro da articulação. Sinovectomia pode ser recomendada para pessoas que têm osteoartrite que não responde a outras medidas.
Realinhamento
Esta cirurgia pode ser usada para realinhar ossos e outras estruturas que se tornaram desalinhadas por causa da artrose. O realinhamento pode ser recomendada para pacientes mais jovens e mais ativos.
Fusão
Esta cirurgia pode ser usada para fundir permanentemente dois ou mais ossos de uma articulação. Este procedimento pode ser recomendado para articulações danificadas na qual a cirurgia de substituição articular já não é apropriada. A cirurgia de fusão é geralmente indicada para as articulações do punho, tornozelo e das articulações dos dedos.
Substituição da articulação
A cirurgia também pode ser indicada para substituir uma articulação danificada por uma artificial. A cirurgia de substituição articular alivia a dor em pessoas com artrite grave, principalmente do quadril ou joelho. No entanto, pode demorar até um ano para que os benefícios da cirurgia de substituição articular sejam plenamente demonstrados.
Enxertos de cartilagem
Esta cirurgia pode ser usada para enxertar células de cartilagem em articulações danificadas. Os enxertos de cartilagem são indicados quando a lesão está confinado a uma área muito pequena, ainda rodeada por cartilagem normal.
Fonte: http://www.mdsaude.com/2011/11/artrose.html

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Os benefícios da hidroterapia para o tratamento de doenças.



Muita gente confunde hidroterapia com hidroginástica. Ambas têm em comum a realização na água, mas possuem finalidades diferentes. A hidroginástica é uma atividade física realizada em piscina aquecida, que proporciona condicionamento físico geral, fortalecimento muscular e melhora da resistência cardiorrespiratória através de uma sequência de exercícios rítmicos executados numa intensidade moderada e de forma ininterrupta.
A hidroterapia, por sua vez, é um recurso da fisioterapia que utiliza as propriedades da água na prevenção e no tratamento de diversas patologias. Consiste na realização de exercícios específicos em piscina coberta e aquecida, visando obter uma melhor e mais rápida recuperação do paciente.
Entre seus benefícios, destacamos o relaxamento muscular, alívio da dor, diminuição de edemas, ganho de amplitude de movimento e ganho de força muscular. A hidroterapia é indicada para todas as áreas da fisioterapia que envolvem problemas de ordem traumato-ortopédicos, esportivos, neurológicos, reumáticos, estéticos e etc. As indicações mais comuns são lombalgias, cervicalgias, artrose, bursites, hérnia de disco, AVC, paralisia cerebral, lesões traumáticas como entorses, fraturas, luxações, pré e pós-operatórios, entre outros.
O tratamento é realizado por um fisioterapeuta que, após avaliação, determina as metas e condutas a serem seguidas de forma a acelerar e facilitar a reabilitação. Uma grande vantagem da reabilitação na água é a diminuição do peso corporal, que permite uma maior liberdade de movimento, possibilitando trabalhar grandes grupos musculares em amplitudes e direções diferentes de forma segura.
A água é um dos meios de cura, um veículo de calor ou frio para o corpo. Aplicada ao corpo, opera nele modificações que atingem, em primeiro lugar, o sistema nervoso, o qual, por sua vez, age sobre o aparelho circulatório, produzindo efeitos sobre regularização do calor corporal. As reações da aplicação da água são, portanto, três: nervosa; circulatória e térmica.
O sistema nervoso sensitivo, excitado na totalidade das suas ramificações periféricas, é estimulado e melhorado nas suas funções, produzindo, no indivíduo, uma sensação de bem estar, e a pessoa se sente reanimada, alegre disposta para o trabalho. O sistema nervoso recupera o seu tom. Por isso se pode dizer que a água fria é um tônico para o sistema nervoso.
A Fisioterapia utiliza diferentes combinações de exercícios na água quente e fria, tornando a utilização da água, tanto em piscinas quanto em banheiras terapêuticas, um dos recursos mais famosos e utilizados por profissionais fisioterapeutas pelas suas propriedades físicas, além de proporcionar prazer ao paciente.
O valor da água na vida é reconhecido praticamente por todas as culturas. Já os médicos egípcios - que eram também sacerdotes, astrônomos e artistas - atribuíam grande importância a diversas medidas de higiene relacionadas com a alimentação, vestuário, ginástica e aplicações hidroterápicas. A prática da hidroterapia (do grego hydro, "água" e therapeia, "cura"), também é indicada por vestígios de instalações de higiene proto-indianas (2500 a.C.) e dos banhos caldeus.
A noção de que água integra a composição do corpo e do universo ocorre simultaneamente nas civilizações orientais da China e Índia. Segundo essas culturas, tudo o que existe resulta de uma relações entre os cinco elementos: água, ar, terra, fogo e éter (na Índia) ou madeira (na China). Os gregos reconheciam apenas quatro elementos (água, fogo, terra e ar). Sítios arqueológicos gregos incluem locais de banhos e há numerosas referências às virtudes curativas da água.
Dicas importantes
Algumas indicações para a hidroterapia:
- Gestantes, obesidade e terceira idade.
- Artrose, osteoartose, osteopenia e artrites.
- Mal de Parkinson e fibromialgia.
- Treino de marcha, equilíbrio e coordenação.
- Hérnia discal, espondilolistese, compressões ciáticas. Lordoses, escoliose e cercicalgias.
- Lesões de ombro, cotovelo, coluna, quadril, joelho, tornozelo e pé.
- Atrofias musculares e limitações de ADM
Contraindicações
- Pacientes com cateteres e sondas
- Micoses e infecções genitais
- Feridas abertas ou não cicatrizadas
- Disfunções urinárias e intestinais
- Equipamentos Utilizados
Infraestrutura
- A piscina deve ser coberta e aquecida (33 – 35ºC) para um tratamento adequado;
- O ideal é que a água seja tratada através de um Processo de Salinização (SEM CLORO), o mais indicado pelos dermatologistas;
- A iluminação apropriada, ambiente climatizado, som relaxante e uma equipe de profissionais capacitados promovem o bem estar e um tratamento eficiente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Osteopatia no Esporte.


Nos esportes de competição, a vitória ou o fracasso dependem de uma série de fatores: equipamentos utilizados, técnica, talento individual, condições climáticas e até mesmo a sorte. Pequenos detalhes fazem a diferença e são decisivos no desempenho do atleta, sendo que um competidor melhor preparado leva vantagem sobre os demais.

A osteopatia contribui no tratamento de lesões decorrentes da prática esportiva, além de melhorar o desempenho do atleta como um todo através de um trabalho de reprogramação biomecânica e do sistema postural.

Um dos princípios da Osteopatia descritos por Still é que a estrutura governa a função. Na prática, em nosso dia a dia encontramos muitos pacientes com torções de pelve, com um ilíaco anterior de um lado e um ilíaco posterior do outro, nesses casos temos graves compensações de eixo com a presença de atitudes escolióticas lombares e torácicas e também compensações em membros inferiores como o aparecimento de uma falsa perna curta. Esse mecanismo provoca muitas dores ligamentares, musculares, articulares e até discais em indivíduos normais, imagine então em um atleta aonde temos a utilização de 100% da capacidade física!?

Além disso um bom desempenho físico não depende somente de um corpo com músculos definidos e hipertrofiados; um bom equilíbrio muscular evita lesões, melhora o rendimento esportivo, disposição e auxilia na prevenção de lesões esportivas.

Uma boa parte da população mundial, e nos atletas não é diferente, tem desvios posturais significativos que implicam em dor, restrição dos movimentos e compensações ocasionando atitudes escolióticas, escolioses, hiperlordoses e/ou hipercifoses. E uma forma de melhorar o desempenho do atleta é reprogramando o seu sistema postural, otimizando o gasto energético e evitando compensações biomecânicas prejudiciais.

Esse equilíbrio biomecâico deve ser periodicamente avaliado de modo que quanto antes forem detectadas essas alterações, melhor o prognóstico. A avaliação osteopática envolve um criterioso exame biomecânico, permitindo detectar alterações posturais que podem prejudicar o desempenho esportivo, facilitando o aparecimento de lesões.

A maior parte das equipes esportivas de alto nível hoje em dia possuem osteopatas em seu quadro clínico, atuando na prevenção, manutenção e correções biomecânicas melhorando o desempenho esportivo e minimizando lesões.

Fonte: http://www.osteopatiamadrid.com.br/osteopatia-no-esporte/

domingo, 18 de outubro de 2015

Lesão e tratamento da pubalgia.

A pubalgia é uma inflamação do osso púbis, que gera muita dor na região da virilha.


Uma patologia muito comum nos esportes, principalmente nas corridas e futebol, é a lesão no púbis, conhecida com pubalgia. 

A pubalgia caracteriza-se por uma inflamação do osso púbis, gerando dor na região da virilha, podendo irradiar para parte interna da coxa e sendo normalmente unilateral. Pode gerar dor também na região dos testículos.

A sínfise púbica é um local de origem e inserção de alguns músculos, como os abdominais e os adutores de coxa. No esporte que exige muita tensão destes músculos, como é o caso do futebol, é comum o afastamento da prática esportiva por desenvolvimento da pubalgia.

E por que o futebol é responsável por 50% dos casos desta doença? Porque durante o movimento do chute ou do arranque desses atletas há uma concentração de forças muito grande nessa região. Porém, não há uma única causa concreta para o desenvolvimento da pubalgia.Uma hipótese é a de que o encurtamento muscular limitaria a amplitude de movimento, causando sobrecarga nos músculos abdominais e adutores, que para completar o movimento, aumentariam a força de cisalhamento pela contração agonista-antagonista destes músculos, levando assim a uma irritação do púbis. Alterações na rotação do quadril e encurtamento dos músculos isquiotibiais são outras hipóteses para o desencadeamento da pubalgia.

Por causar dor, o atleta tem seu desempenho limitado, tornando-se até mesmo incapaz de atuar em jogos. A dor que se inicia de forma aguda, pode se tornar crônica, e para que isto seja evitado, constante acompanhamento médico e fisioterapêutico devem ser dados ao atleta.

Num caso agudo, o repouso é essencial, sendo utilizado também gelo, tecnicas de mobilização e manipulação articular, assim como alongamentos e reforço muscular específico assim que o paciente se sinta confortável.

Tratamento para pubalgia

O tratamento para pubalgia, que é um problema crônico que afeta muitos atletas, como jogadores de futebol, corredores ou jogadores de hóquei, deve ser orientado por um ortopedista e, normalmente, é feito com repouso e aplicação de compressas geladas na virilha, durante 7 a 10 dias.

Além disso, nestes primeiros dias, o médico pode ainda receitar a ingestão de remédios anti-inflamatórios, como Ibuprofeno ou Diclofenaco, para aliviar a dor e reduzir o inchaço da região afetada.

Após 2 semanas, deverá ser inciada a fisioterapia e, nos casos mais graves, pode ser necessário fazer cirurgia para tratar a pubalgia.

Tratamento fisioterapêutico para pubalgia

O tratamento fisioterapêutico para pubalgia só deve ser iniciado cerca de 2 semanas após o início do tratamento ou segundo orientação do médico, durando entre 6 a 8 semanas.

Normalmente, durante as sessões de fisioterapia para pubalgia, o paciente realiza exercícios que ajudam a fortalecer os músculos do abdômen e da coxa, tornando o tratamento mais rápido.

Tratamento cirúrgico para pubalgia

A cirurgia para pubalgia é utilizada apenas nos casos mais graves, quando o problema não fica tratado apenas com o uso de fisioterapia. Nestes casos, o ortopedista faz uma cirurgia para tornar os músculos da região mais fortes, evitando o surgimento de novas hérnias inguinais.

Após a cirurgia para pubalgia, o médico irá orientar o paciente para um plano de recuperação de forma a que possa regressar às atividades desportivas em cerca de 6 a 12 semanas.

Tratamento natural para pubalgia

O tratamento natural para pubalgia só deve ser utilizado como complemento ao tratamento médico, podendo ser feito com acupuntura para aliviar a dor e remédios homeopáticos, como Homeofaln, para reduzir o inchaço, por exemplo.

Sinais de melhora da pubalgia

Os sinais de melhora da pubalgia podem demorar até 1 mês para surgir e incluem alívio da dor, redução do inchaço na virilha e facilidade para movimentar a perna do lado afetado.

Sinais de piora da pubalgia

Os sinais de piora surgem principalmente em atletas que tiveram uma lesão grave que provocou a pubalgia e, geralmente, incluem aumento da dor e do inchaço, assim como dificuldade para caminhar ou fazer pequenos movimentos com a perna.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O que é tendinite, como previnir e trata-la.

A tendinite é a inflamação de um tendão que se caracteriza principalmente por dor crônica ou aguda e espessamento dos tendões.
Geralmente é causada devido ao uso excessivo dos tendões e ocorre principalmente em trabalhadores (utilização de computadores, atividades com movimentos repetidos, etc) e em atletas não profissionais. Alguns medicamentos podem causar tendinite, veja a lista em: causas

As maiores queixas são de dores crônicas, mas existem as dores agudas.

O diagnóstico pode ser feito através do histórico do paciente, exame clínico, raio- x , ressonância magnética e ultra-sonografia.

A diminuição de atividade na área afetada ou até mesmo a imobilização são etapas essências do tratamento.

O tratamento medicamentoso geralmente é feito por antiinflamatórios não esteroidais (AINES) como aspirina, ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco; na fase aguda da dor, assim como compressas frias. Em casos mais graves podem ser usados glicocorticóides e seções de fisioterapia.

acupunctura tendiniteA acupuntura, fortalecimento, alongamento, massagens localizadas entre outros podem ser usados como tratamentos não medicamentosos muito eficientes.

Prevenção tendiniteExistem algumas dicas para prevenir a tendinite: sempre aquece antes de realizar algum exercício, beba bastante água, evite movimentos repetitivos, caso não seja possível, faça pausas de uma em uma hora para alongar; mantenha uma boa postura em frente ao computador (mãos retas e tela na altura dos olhos) e em casos de dor, procure o médico.

Definição

A tendinite é a inflamação de um tendão que se caracteriza principalmente por dor crônica ou aguda e espessamento dos tendões.

O tendão ajuda na contração do músculo, é um conjunto de fibras à base de colágeno que liga o osso e o músculo, normalmente encontram-se bem unidas. Na tendinite o colágeno encontra-se desordenado, com proliferação e irritação crônica do tecido.

É importante observar que no corpo existem inúmeros tendões, mas somente alguns podem ser doloridos, como:

tendão de Aquiles tendinite- o tendão de Aquiles;

- o canal carpiano (falamos em síndrome do canal carpiano);

- o cotovelo (falamos em epicondilite ou "cotovelo do tenista");

- a coifa dos rotadores (falamos em tendinopatia da coifa dos rotadores), tendões do ombro, geralmente atinge nadadores, tenistas e lançadores de beisebol.

- O joelho

A história do paciente pode elucidar o tipo de treinamento ou atividade que causou a tendinite.

Causas

A tendinite ocorre principalmente em trabalhadores e atletas não profissionais, suas principais causas da tendinite são:

- Uso excessivo dos tendões

- Um esforço intenso, após a falta de exercício físico (ex: uma pessoa que está sem treinar retoma de maneira brusca os exercícios e se machuca)

- A desidratação e a alimentação incorreta.

- Movimentos repetitivos de tensão brusca, como no caso de atletas

- Um movimento em falso

 Causas tendinite- O estresse

- Uma má postura na articulação

- O uso de calçados muito planos (sem nenhum salto)

- A tomada de determinados medicamentos ([fluoroquinolona], uma classe de antibióticos que pode provocar problemas na região dos tendões, principalmente no tendão de Aquiles). Observação: se você constatar que está com tendinite após ter tomado um antibiótico, você deve consultar um médico para que este autorize a interrupção do tratamento.

Medicamentos, além de antibióticos, que podem estar relacionados com a tendinite, estão listados abaixo, para cada um houve pelo menos um caso confirmado.

- Amilodipina (tendão de Aquiles)

- Estatinas. Das tendinites causadas por estatinas a atorvatatina (37%) é a principal causado, seguda da sinvastatina (31%), pravastatina (22%), fluvastatina(5%) e rosuvastatina (5%).

- Clopidogrel

- Gemifloxaxina

- Isotretinoína (tendão de Aquiles)

- Levofloxacino

- Moxifloxacino

- Norfloxacino

- Orfloxacino

Sintomas

Os principais sintomas da tendinite são principalmente as dores latejantes (por ex. em caso de movimentação).

Por se tratar de uma inflamação, outros sinais podem estar relacionados, como uma vermelhidão, um aumento da temperatura e um inchaço no local da inflamação do tendão.

Cuidado: por ser o principal sintoma a dor, a tendinite pode muitas vezes ser confundida com outras doenças, como artrite reumatóide.

Diagnóstico

 Diagnóstico tendinitePara diagnosticar uma tendinite, o médico pode por exemplo, apalpar para observar o local exato da dor ou então tencsionar o músculo.

Alguns exames podem auxiliar o médico no diagnostico, tais como: raio- x , ressonância magnética e ultrassonografia. Outro fator que auxilia muito no diagnóstico é a anamnese, onde o paciente conta para o médico sua história, suas queixas, suas rotinas e responde perguntas pertinentes,geralmente é muito importante para confirmar a tendinite, determinar sua causa e grau.

O uso de questionários pode auxiliar a avaliação do médico, pois fazem uma avaliação funcional através de pontos. Um dos mais famosos e consagrados é o questionário do Instituto de Vivtorio de Avaliação Esportiva (VISA) para tendinite patelar e o VISA-A para tendinite no tendão de Aquiles.

O diagnóstico sempre deve ser feito por um médico, portanto recomendamos que em caso de dúvida você sempre consulte um.

Tratamento

A primeira medida que ser deve tomada para tratar uma tendinite é interromper qualquer movimento no local onde ela estiver situada (por exemplo: ombro, braço, etc.), ou seja, é importante imobilizar a articulação. Posteriormente deve-se realizar uma reabilitação e retorno progressivo das atividades do tendão.

Em seguida, é fortemente recomendado aplicar uma compressa fria (pode ser gelo coberto por um tecido ou uma bolsa de gelo) durante cerca de meia hora sobre a zona da inflamação.

Tratamento tendinite- O tratamento medicamentoso recomendado para se tomar no início é o paracetamol. Por exemplo, 1 grama 3 vezes ao dia (dosagem adulta).

- Você pode também utilizar um AINES (antiinflamatório não-esteróidal) como o ibuprofeno, a aspirina, o naproxeno ( 500mg a cada 12 horas; máx 1250 mg/dia) ou ainda o diclofenaco (Voltaren® Emulgel). Esta última substância também pode ser utilizada em forma de creme, emplasto ou gel.

- Emplasto ou cremes a base de Gliceril Trinitrato (GNT) também podem ser usados.

- Glicocorticóides, casos mais graves.

Se a dor não cessar após 3 dias, consulte um médico.

Em caso de dores persistentes, o médico pode receitar tratamentos mais fortes, como os corticóides (infiltração de corticóide), ou então sessões de fisioterapia.

A fisioterapia é uma ótima opção de tratamento já bastante consagrada.

Exercícios excêntrico (aplicação de uma carga para um alongamento muscular) e outros exercícios com alta carga são amplamente usados no tratamento de diversas tendinites. Assim como o alongamento.

Existem outros tratamentos não convencionais, tais como:

- Eletroacupuntura Ryodoraku, estudo com atletas mostra alívio completo da dor em 74,1% dos casos, é um tratamento rápido de fácil execusão e de baixo custo.

- Cirurgia, recomendado somente em casos resistentes aos tratamentos conservadores.

Alguns medicamentos recomendados para os casos de tendinite contêm vitaminas B1 e B6.

Fitoterapia

Determinadas plantas medicinais podem ser utilizadas como medida complementar no tratamento de uma tendinite, como:

plantas medicinais tendinite- A garra-do-diabo, em forma de comprimido ou cápsula;

- a pimenta Cayenne, em forma de emplastro;

- a arnica, em forma de gel, por exemplo;

- a erva-baleeira, em forma de gel, creme ou infusão (compressa).

Dicas terapia

- É muito importante que, em caso de tendinite, você busque um tratamento o mais rápido possível ( ex: imobilização da articulação, compressas geladas, medicamentos... ver todos os tratamentos)

Prevenção

prevenção tendiniteEstas são algumas medidas eficazes na prevenção das tendinites:

- Aquecer antes de iniciar um exercício físico, esporte ou esforço
- Beber bastante líquido

- Reduzir os movimentos repetitivos

- Caso não seja possível evitar movimentos repetitivos, realizar pequenas pausas de uma em uma hora na atividade e alongar.

- Caso você passe muito tempo no computador, procure utilizar teclados e mouse ergonômicos, eles diminuem muito os casos de tendinite.

- Manter uma alimentação balanceada, principalmente antes de exercícios.

- Fortalecer a musculatura antes de começar a praticar um esporte, principalmente tênis.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fisioterapia em atletas: lesões mais recorrentes.

Diferentes tipos de lesões podem acometer os atletas e, normalmente, são divididas de acordo com as estruturas afetadas: músculo-tendinosas, articulares, ósseas e assim por diante, e estão relacionadas com a biomecânica e treinamentos inadequados, alterações anatômicas, disfunções fisiológicas, uso de vestimentas e calçados não apropriados ao tipo de esporte praticado e acidentes.
Conforme o tipo de esporte praticado, elas distinguem-se quanto às principais regiões acometidas, estruturas envolvidas, gravidade e características específicas. Abaixo estão listadas as mais frequentes:
Lesões e principais acometimentos músculo-tendinosos:
– Bursite: inflamação da bursa (saco cheio de líquido que protege as estruturas contra as demais do atrito) devido a trauma direto, fricção repetida ou infecção.
– Contratura: Encurtamento patológico das fibras musculares (cãibra forte) inibindo o alongamento do músculo a fim de proteger as estruturas envolvidas (articulação, ligamentos, etc.).
– Estiramento muscular: Lesão indireta (laceração) em músculos e tendões devido ao alongamento ou estresse excessivo das fibras envolvidas.
– Fascíte: Inflamação da fáscia muscular (estrutura de sustentação). Geralmente ocorre em corredores na planta dos pés.
– Tendinite: Inflamação do tendão devido a alterações biomecânicas e/ou microtraumatismos repetidos. O tendão pode sofrer espessamento comprometendo sua função.
 Lesões ligamentares, capsulares e outras estruturas articulares
– Entorses: A articulação é alongada além de seu limite anatômico, resultando em estiramento dos ligamentos.
– Sinovite: Inflamação da membrana sinovial, responsável pela secreção de líquido sinovial (“lubrificante” da articulação).
– Subluxação articular: Perda parcial do contato das superfícies articulares em conseqüência a forças de tensão excessivas. Podem retornar espontaneamente ao seu alinhamento.
– Luxação articular: Perda total do contato das superfícies articulares com presença de deformidade. É necessária a redução (realinhamento) realizada por um médico.
– Osteoartrite: Degeneração das superfícies articulares devido a microtraumatismos sucessivos.
 Lesões ósseas
– Fratura: Ruptura de um osso. Os tipos de fratura variam de acordo com o mecanismo de ação das forças: transversais, expostas, compressivas, avulsão, etc.
Fonte:
http://www.novafisio.com.br/fisioterapia-em-atletas-lesoes-mais-recorrentes/

domingo, 13 de setembro de 2015

Al Dhafra fica em terceiro na Copa Intercontinental de futsal 2015.

A equipe do goleiro Laércio Buranello ficou em terceiro lugar na Copa Intercontinental 2015, disputada em Erechim, no Rio Grande do Sul.
Al Dhafra venceu as equipes do Egito e o Toronto, perdeu para o Kairat e para o Atlântico do Erechim.
E na disputa do terceiro lugar a equipe do Al Dhafra venceu a equipe do Egito pelo placar de 6 a 2 e garantiu o terceiro lugar na competição.

Campeão: Atlântico 
Segundo Colocado: Kairat
Terceiro Colocado: Al Dhafra
Quarto Colocado: Egito
Quinto Colocado: Toronto.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Conheça a forma de disputa, horário e a transmissão da Copa Intercontinental.


Os jogos serão transmitidos pelo site: http://tvcomrs.clicrbs.com.br/pagina/ao-vivo.html
– Primeira fase será disputada com jogos à noite e decisão acontecerá no final da tarde do dia 5 de setembro
– Abertura terá confronto entre donos da casa e campeão do Mundial em 2014

A organização do Intercontinental de Clubes de Futsal 2015, a cargo do CER Atlântico Erechim e a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS), definiu os horários dos jogos da competição, que começará no próximo dia 31 de agosto, em Erechim, norte do Rio Grande do Sul, no Brasil.
Durante a primeira fase, os horários não sofrerão mudanças. De segunda-feira, 31 de agosto, à sexta-feira, dia 4 de setembro, o primeiro jogo da noite será disputado às 19h e o segundo, sempre às 20h30.
O que muda são os horários do último dia de jogos. No sábado, 5 de setembro, a decisão do terceiro lugar será às 16h30. Já a grande final ficou marcada para às 18h30.
Por jogar em casa, o Atlântico APTI URI Erechim jogará sempre no segundo confronto da noite, ao longo da primeira fase. E logo no primeiro dia de jogos, o torcedor poderá conferir o confronto entre o campeão da Taça Libertadores da América 2014, o brasileiro Atlântico, contra o campeão do Mundo do mesmo ano, o Kairat Alamty, do Cazaquistão.
A primeira fase será disputada entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, entre os times do Atlântico APTI URI Erechim, Al Dhafra (Emirados Árabes Unidos), Toronto (Canadá), Kairat (Cazaquistão) e o Misr Lelmakkasa (Egito), com todos enfrentando-se entre si, em turno único.
Os dois melhores classificados na primeira fase, farão a decisão do título. O terceiro e quarto melhores colocados, decidirão o terceiro lugar.

TABELA DE JOGOS DO INTERCONTINENTAL DE CLUBES DE FUTSAL
PRIMEIRA FASE – Classificatória
PRIMEIRA RODADA – dia 31 de agosto de 2015
Jogo 1 – 19h – Al Dhafra Club x Misr Lelmakkasa
Jogo 2 – 20h30 – Atlântico Erechim x Kairat Almaty
Folga: Futsal Club Toronto
SEGUNDA RODADA – dia 1º de setembro de 2015
Jogo 3 – 19h – Futsal Club Toronto x Al Dhafra Club
Jogo 4 – 20h30 – Atlântico Erechim x Misr Lelmakkasa
Folga: Kairat Almaty
TERCEIRA RODADA – dia 2 de setembro de 2015
Jogo 5 – 19h – Misr Lelmakkasa x Kairat Almaty
Jogo 6 – 20h30 – Atlântico Erechim x Futsal Club Toronto
Folga: Al Dhafra Club
QUARTA RODADA – dia 3 de setembro de 2015
Jogo 7 – 19h – Kairat Almaty x Futsal Club Toronto
Jogo 8 – 20h30 – Atlântico Erechim x Al Dhafra Club
Folga: Misr Lelmakkasa
QUINTA RODADA – dia 4 de setembro de 2015
Jogo 9 – 19h – Misr Lelmakkasa x Futsal Club Toronto
Jogo 10 – 20h30 – Al Dhafra Club x Kairat Almaty
Folga: Atlântico Erechim
RODADA FINAL – dia 5 de setembro de 2015
Jogo 11 – 16h30 – decisão do terceiro lugar

Jogo 12 – 18h30 – decisão do primeiro lugar (final)

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O goleiro Laércio Buranello jogará a Copa Intercontinental.


Depois de se sagrar Campeão dos Jogos Regionais da região de Santa Barbara D'oeste, defendendo a equipe do Sanrochester futsal, o Goleiro Laércio Buranello irá jogar a Copa Intercontinetal, que acontece em Erechim no Rio Grande do Sul.
O goleiro irá defender a equipe do Aldhafra Sports Club, do Emirados Arabes Unidos.  A Copa Intercontinental conta com as seguintes equipes:
  • Kairat do Cazaquistão;
  • Aldhafra Sports Clube do Emirados Arabes Unidos;
  • Atlantico de Erechim do Brasil;
  • Toronto do Canadá;
  • Misr Lelmakkasa do Egito.
Todas as equipes jogarão entre si, As duas primeiras farão a final, a terceira e a quarta, disputará o terceiro lugar.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Síndrome de impacto.


Nossos músculos têm como função mexer os segmentos do nosso corpo, função que denominamos dinâmica. No entanto, para mexer estes segmentos, outras partes têm que estar estabilizadas, servindo de pontos fixos, e a esta função denominamos estática.
Podemos dizer que os músculos que estabilizam as articulações, que suspendem peso, e que equilibram as tensões entre si, têm características predominantemente estáticas, esta é sua função. A patologia que apresentam, por causa da tendência natural de reforçar sua atividade, é a retração, e a conseqüência disto é o aumento do tônus e o encurtamento.
A articulação escapulohumeral, principal articulação do complexo ombro, é uma articulação com muita mobilidade e pouca estabilidade. Encontraremos nesta articulação músculos que geram seu movimento (Função dinâmica), mas que também têm função de estabilizar a articulação e de suspender o peso dos ossos, neste caso o úmero, a escápula, e também a clavícula na cintura escapular (Função estática),
As superfícies articulares desta articulação são, por um lado, a cavidade glenóidea de forma oval, com um diâmetro mais vertical que horizontal, pequena, quase plana, e por outro lado temos a semiesfera da cabeça do úmero de maior tamanho que a cavidade glenóidea. O lábio glenoidal dá maior estabilidade ao aumentar a concavidade desta superfície que recebe a cabeça do úmero. (Fig.1)

Existe por cima desta articulação um espaço, espaço subacromioclavicular, espécie de túnel onde encontraremos o tendão do músculo supraespinhoso, o tendão do músculo bíceps longo e a bolsa serosa subacromial.
Este espaço deve ser normalmente entre 8 a 14 mm (Fig. 2) e a diminuição deste espaço caracteriza aSíndrome do Impacto. Esta diminuição pode ser indicadora de que as estruturas que estão passando por baixo da articulação acromioclavicular podem estar comprimidas e laceradas.



A diminuição deste espaço (Fig. 3) pode aumentar a fricção e inflamar os tendões do supra-espinhoso, do bíceps e da bolsa subacromial , provocando tendinite do supraespinhoso, tendinite bicipital ou bursiti subacromial. Se este aumento da fricção se prolonga por muito tempo pode provocar rupturas parciais ou, progressivamente, rupturas totais dos tendões. Podem, também, aparecer calcificações do tendão supraespinhoso. Podemos pensar nisto como uma forma do corpo de se defender da agressão que está sofrendo, tentando com o acúmulo de cálcio fortalecer o tendão.
Esta posição elevada da cabeça (Fig. 4) pode ser conseqüência de uma queda, quando todos nós, por uma reação automática de equilíbrio, nos defendemos apoiando as mãos ao cair. A mão recebe uma força reativa do solo em direção ao ombro, que empurra a cabeça em direção ascendente, provocando o impacto.
Mesmo sem ter acontecido uma queda, muitas pessoas, em função de suas profissões, de muito tempo frente ao computador, que carregam muito peso nos membros superiores, ou até mesmo por causa de estresse, tendem a tensionar os músculos que suspendem o peso do membro superior. Isto gera alterações posturais elevando os ombros, o que pode provocar também uma elevação da cabeça umeral, agredindo desta maneira as estruturas que estão por cima dela.
O paciente se queixa de dor ao realizar uma abdução da articulação escapulohumeral, ou seja, quando quer realizar um movimento para abrir os braços acima de 90o. A incongruência articular decorrente da elevação da cabeça dificulta este movimento. (Fig. 4)

O tratamento com RPG Souchard se realiza em posturas globais que são mais micro-ajustes posturais com estiramentos passivos, suaves, prolongados no tempo, e por contrações isométricas em posições cada vez mais alongadas, atuando assim, tanto no nível do tônus, como da retração fibrosa dos músculos da estática, com manutenção isotônica concêntrica dos músculos da dinâmica.
Sempre mantendo em descompressão articular, e sendo progressivamente cada vez mais globais. Partimos da conseqüência até a causa do problema, buscando reencontrar a boa morfologia e a função. Respeitamos sempre a individualidade de cada paciente porque, mesmo tendo os mesmos ossos, os mesmos músculos e o mesmo diagnóstico, não há uma pessoa igual à outra. Somos seres únicos e, desta forma, não haverá uma sessão de tratamento igual a outra.
Para problemas como este, usualmente, aplicamos posturas de braços fechados (Fig. 6) que buscam descender a cabeça do úmero que está elevada, esticando os músculos que mantém esta articulação em uma posição incorreta.


Aplicamos, depois, posturas de abertura dos braços (Fig. 7) buscando esticar a musculatura que freia o movimento de abdução. É a superioridade quantitativa e qualitativa (estática) de músculos adutores e rotadores internos que sobrecarrega os músculos abdutores e rotadores externos, que são os que acabam fazendo o sintoma: tendinite bicipital, tendinite do supraespinhoso, manguito dos rotadores. Não é a debilidade dos rotadores externos que dificulta a rotação externa ou a torna dolorosa, e sim a retração dos músculos adutores rotadores internos. Sendo assim, uma mudança de paradigma se faz necessária. Não será fazendo musculação com contrações concêntricas dos músculos rotadores externos que se devolverá ao paciente a capacidade de abduzir e rotar externamente o ombro, mas será retirando o freio que impede este movimento, que é a retração dos músculos adutores rotadores internos.

O reposicionamento articular, o equilíbrio das tensões musculares, a boa postura decorrente deste equilíbrio e, conseqüentemente, a supressão do sintoma, são os objetivos da RPGSouchard.

Artigo produzido por Julieta Rubinetti.
Fisioterapeuta. Professora adjunta do curso de RPG Souchard

sábado, 8 de agosto de 2015

Feliz dia dos Pais.

O goleiro Laércio Buranello vem desejar um feliz dia dos Pais.
Goalkeeper Laércio Buranello wishes a happy Father's Day.




terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Formigamento.



O formigamento nas mãos e nas pernas são uma série de sensações anormais que além de gerar incômodo, também é um motivo de preocupação, já que não sabemos o que pode estar por trás disso. Ainda que o formigamento costuma acontecer em várias partes do corpo, sente-se com mais frequência nas mãos, nos pés, nos braços ou nas pernas. A princípio podemos ignorar, mas quando o sentimos frequentemente e sem um motivo concreto, pode estar nos indicando que alguma coisa não está funcionando bem em nosso organismo, sendo sintoma de uma doença.
Veja o que pode significa o formigamento em cada região corporal:
No dedo do meio, indicador ou polegar: pode ser sinal de síndrome do túnel do carpo, uma lesão de esforço repetitivo que atinge o nervo mediano, localizado no punho. Lavar roupas, dirigir moto, posição na hora de dormir ou a digitação sem o apoio dos braços são ações que podem causar esse problema. Para tratá-lo, os médicos orientam o uso de uma tala durante a noite e também exercícios de correção postural.
No dedo mindinho ou anular:  geralmente, acontece por causa da compressão do nervo do cotovelo, o que reflete nas mãos. Por isso, pessoas que ficam muito com o cotovelo dobrado e apoiado na mesa podem sentir essa sensação com mais facilidade – evitar esse hábito e corrigir a postura pode ajudar.
No braço: pode ser resultado da pressão no conjunto de nervos do chamado "plexo-braquial", na medula espinhal. Dormir de um jeito errado, por exemplo, pode comprimir um desses nervos e deixar o braço todo formigando – por isso, melhorar a posição do sono já é suficiente para resolver.
Na lateral do pé: a sensação ocorre quando a pessoa cruza a perna de forma errado, pressionando o nervo da perna de cima, o que causa o formigamento. Isso pode prejudicar os movimentos dos membros por alguns momentos, mas geralmente, quem sente esse problema, logo se alivia ao descruzar as pernas.
Na coxa: é mais comum entre as grávidas, mas também pode acontecer com quem usa calça ou cinto apertado já que é resultado da compressão do nervo que fica perto da cintura. Por isso, soltar um botão do cinto, comprar uma calça maior ou, no caso das grávidas, se movimentar mais ajudam a evitar.
Na planta do pé: há a possibilidade de ser algo mais grave já que pode ser sinal de diabetes. Isso ocorre porque o excesso de açúcar desestabiliza os nervos das pernas e faz com que eles parem de funcionar. Pessoas que costumam sentir isso devem prestar atenção a outros sintomas e, na dúvida, procurar um médico.

Fonte: http://blogfisiobrasil.blogspot.com.br/2015/04/o-formigamento.html

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sorteio do "play-off" do Futsal EURO 2016.


O "play-off" a 15 e 22 de Setembro ditou os seguintes confrontos: Roménia-Hungria, Bósnia e Herzegovina-Cazaquistão, República Checa-Bielorrússsia e Azerbaijão-Eslováquia.
Bósnia e Herzegovina ou Cazaquistão, uma destas duas selecções irá qualificar-se pela primeira vez para a fase final do UEFA Futsal EURO, uma vez ter sido um dos duelos ditados pelo sorteio do "play-off" de apuramento realizado esta quarta-feira, em Nyon.

Sorteio: Duas mãos, 15 e 22 de SetembroEnquanto a anfitriã Sérvia e os vencedores dos grupos da fase principal - Croácia, a campeã europeia Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Ucrânia - têm lugares assegurados na fase final, a disputar em Fevereiro próximo, em Belgrado, quatro vagas continuam por preencher. Os sete segundos classificados da fase principal e a melhor terceira classificada, Roménia, entrarão num "play-off" a duas mãos, em Setembro, para apurar os derradeiros quatro finalistas.

Roménia - Hungria 
Bósnia e Herzegovina - Cazaquistão
República Checa v Bielorrússia 
Azerbaijão v Eslováquia


• Já qualificados: Croácia, Itália (campeã), Portugal, Rússia, Sérvia (anfitriã), Eslovénia, Espanha e Ucrânia Factos do sorteio
• A Roménia chegou aos quartos-de-final nas duas últimas edições; a Hungria qualificou-se por direito próprio em 2005, enquanto fê-lo na qualidade de anfitriã em 2010.
• Tanto a Bósnia e Herzegovina como o Cazaquistão nunca se qualificaram para uma fase final. 
• A Bósnia e Herzegovina perdeu o "play-off" de 2014 com a Holanda no desempate por golos marcados fora.
• O Cazaquistão disputa o seu primeiro "play-off", mas já derrotou a Bósnia e Herzegovina por 8-5 num jogo de apuramento em 2007.
• A República Checa qualificou-se para as últimas sete fases finais, tendo chegado às meias-finais em 2003 e 2010. Também participou em três fases finais do Mundial.
• A Bielorrússia qualificou-se em 2010, mas perdeu por 4-3 com a República Checa na fase principal de 2014.
• O Azerbaijão participou nas três últimas fases finais do UEFA Futsal EURO e chegou às meias-finais em 2010.
• A Eslováquia nunca se apurou. Em 2014, perdeu por 2-1 com o Azerbaijão na fase principal e por um total de 7-1 com a Croácia no "play-off".

• Fase final: 2 a 13 de Fevereiro, Belgrado.

Fonte:http://pt.uefa.com/futsaleuro/news/newsid=2255959.html

Conheça os grupos para a eliminatória da Copa do Mundo de Futsal.



Sorteio da fase preliminar (*anfitriões)
Grupo A: Geórgia, República da Moldávia, Andorra, Gibraltar

Grupo B: Grécia, Montenegro, Suécia, San Marino
Grupo C: França, Lituânia*, Albânia, Malta
Grupo D: Letónia, Arménia, Chipre*, Estónia
Grupo E: Israel*, Inglaterra, Dinamarca, País de Gales
Grupo F: Finlândia, Bulgária, Suíça
Procedimentos do sorteio
As 22 equipas melhor classificadas no "ranking" dispensam a participação na fase preliminar. As restantes 23 – incluindo os estreantes Dinamarca, Gibraltar, Suécia e Gales – foram divididos em quatro potes, segundo o seu coeficiente. Cinco grupos englobam uma equipa de cada uma das quatro categorias, enquanto outro tem apenas três, uma de cada uma dos três principais categorias.

Três países já designados como anfitriões dos mini-torneios foram colocados em cada grupo, segundo o seu estatuto, mas postos à parte. Os restantes três grupos vão precisar de decidir quem acolhe o torneio de qualificação, e caso não seja alcançado um acordo, a UEFA fará um sorteio, em tempo oportuno, para determinar os organizadores.
Os seis vencedores dos grupos apuram-se para a fase principal.
Sorteio da fase principal (*anfitriões) 
Grupo 1: Ucrânia, Hungria*, Bélgica, vencedor do Grupo E

Grupo 2: Croácia*, Azerbaijão, Bielorrússia, vencedor do Grupo B
Grupo 3: Rússia, Sérvia, Turquia*, vencedor do Grupo F
Grupo 4: Espanha, Holanda*, Bósnia e Herzegovina, vencedor do Grupo D
Grupo 5: República Checa*, Eslovénia, Cazaquistão, vencedor do Grupo C
Grupo 6: Portugal*, Roménia, Polónia, Noruega
Grupo 7: Itália*, Eslováquia, ARJ da Macedónia, vencedor do Grupo A
Os participantes foram divididos em quatro categorias. Os anfitriões foram sorteados primeiro e colocados nos diferentes grupos consoante o seu "ranking". Depois, as quatro categorias foram sorteadas para completar os grupos.
Os dois primeiros de cada grupo apuram-se para o "play-off". Nessa fase, cada vencedor do grupo defronta um segundo classificado, a duas mãos, para decidir os sete representantes europeus no torneio da Colômbia.
Caminho rumo à Colômbia
2 de Julho de 2015: Sorteios da fase preliminar e principal, Nyon
22, 23 e 25 de Outubro de 2015: Fase preliminar
10, 11 e 13 de Dezembro de 2015: Fase principal
12 de Fevereiro de 2016: Sorteio do "play-off", Belgrado
22 de Março e 12 de Abril de 2016: "Play-off"
Por definir: Sorteio da fase final, Colômbia
De 14 de Setembro a 2 de Outubro de 2016: Fase final, Colômbia.