A bota Air Relax é um sistema de terapia muscular avançado. Ela faz uma espécie de massagem pneumática, que auxilia na recuperação muscular de atletas. Ela dissipa o ácido lático produzido enquanto os atletas descansam. Diminui o tempo de recuperação entre as atividades físicas, e elimina praticamente 100% as dores musculares.
Ela auxilia também, enfermos com problemas de circulação vascular de membros inferiores.
Air Relax terapia de massagem profissional . Ajuda a aliviar problemas no joelho, inchaço na perna, tensão, varizes, retenção de água e cólicas. Melhora a circulação sanguínea e do sistema linfático.
A tecnologia Air Relax Compression dá aos atletas a vantagem competitiva! Acreditamos que a recuperação é tão importante quanto o treinamento e a nutrição, e deve ser parte integrante do programa de treinamento de cada atleta. O sistema de compressão Air Relax é projetado para ajudar os atletas a se recuperar mais rápido e a funcionar melhor. Mas não basta tomar a nossa palavra, a nossa tecnologia é apoiada por inúmeros estudos que destacam os aprimoramentos no desempenho atlético através da compressão dinâmica.
Os dispositivos de compressão pneumática intermitente (IPC) são usados para ajudar a prevenir coágulos de sangue nas veias profundas das pernas. Os dispositivos usam punhos ao redor das pernas que se enchem de ar e apertam suas pernas. Isso aumenta o fluxo sanguíneo pelas veias das pernas e ajuda a evitar coágulos de sangue.
As botas pneumáticas proporcionam a recuperação de pernas, braços e quadril, através de ar comprimido por dispositivos de compressão dinâmica, melhorando o fluxo sanguíneo. O modelo mais utilizado é a bota para as pernas. Elas costumam ser utilizadas após um treinamento intenso ou de longo volume.
O processo inicial, após o atleta vestir as botas pneumáticas, é acionar o sistema de controle eletrônico que infla e comprime pés e pernas, através da pressão do fluxo de ar, massageando diferentes pontos rapidamente.
No Brasil, algumas clínicas de fisioterapia esportiva têm sessões desse serviço. Em algumas provas de corridas de rua e triathlons, os organizadores oferecem o serviço gratuitamente aos atletas inscritos, nos locais de retiradas de kit ou na expo das competições.
Uma técnica muito antiga que se tornou popular como uma alternativa minimamente invasiva para desintoxicar o organismo, reduzir dores, desconfortos, estresse e tudo o que tenha a ver com o alinhamento da energia. É praticada em sessões com um profissional que usa algumas taças de vidro ou plástico para aderi-las em diferentes áreas do corpo.
A terapia de ventosas como é chamada é uma técnica muito antiga, por meio da qual uma ventosa faz um efeito de vácuo sobre o corpo sugando a pele e o músculo (ou parte dele) e, portanto, abrindo os poros e mobilizando a circulação sanguínea e linfática do corpo.
A ventosa terapia é muito antiga e se expandiu em diferentes culturas. Acredita-se que no Egito (2200 aC) e na Índia a Medicina Ayurveda, utilizava a prática médica com ventosas. Também existem registros na Grécia com Hipócrates (400 aC) que foi quem se sabe que deixou as primeiras indicações detalhadas sobre a utilização desta terapia e mais tarde médico como Galeno a moldarão em forma de textos médicos. Nos países árabes se chamava Hijama e as culturas primitivas xamânicas utilizavam as ventosas para sugar o espírito causador da doença no corpo.
Mas sua maior referência está associada com a medicina tradicional chinesa (existe há mais de 3000 anos), onde se utiliza muito comumente em pessoas de todas as idades.
Ventosa Terapia: Tratamento Para Dores, Estresse e Desintoxicante
Como Se Pratica A Ventosa Terapia
O tratamento requer um ambiente calmo e relaxado, onde ocorrerá a sessão de ventosa terapia. É feito mediante a aplicação de copos de vidro ou de plástico (são taças chinesas), em forma de ventosas. São aquecidas com fogo para consumir o oxigênio que está dentro da ventosa e imediatamente aplicada sobre a pele antes que volte a entrar mais oxigênio. Isto é feito com uma pinça colocando um algodão cheio de álcool, em seguida, pega fogo e rapidamente se introduz no vidro. Retira-se o calor que fica aprisionado no interior do copo e ali você pode colocar sobre a pele.
Desta maneira, se gera o vácuo que permite colocá-las em determinados pontos energéticos do corpo sem que caiam. A sucção que exercem as ventosas é o que consegue desbloquear os pontos energéticos obstruídos para restaurar o fluxo de energia e ajudar o paciente a desintoxicar o seu organismo durante cada sessão.
Se pratica como um método de medicina alternativa e em SPA sempre orientada por um profissional que geralmente a acompanha com massagens.
Outros Benefícios Da Ventosa Terapia
Esta terapia é segura e confortável, nada invasiva nem dolorosa e muito semelhante a uma sessão de massagens. Adapta-se a todas as pessoas, já que ajuda a melhorar muitos problemas de saúde, como dor muscular, fadiga, artrite, prisão de ventre, alergias, asma, problemas de pele e tratamento da dor em geral. Também funciona para tratar a celulite, a mobilização da gordura localizada, regula e melhora as funções do sistema nervoso, aliviam o estresse, ansiedade, dores nas costas e ajuda com a depressão, entre outros.
As fraturas de stress, que outrora eram quase que exclusividade de atletas de alta “performance” e militares têm se tornado lesões cada vez mais comuns entre esportistas. O que se têm observado nas clínicas de medicina esportiva é que esportes como o Triatlhon, corrida de montanha, maratona, ultra-maratona e demais esportes de endurance, fazendo com que o atleta ultrapasse a resistência fisio-histológica do osso e também por esgotamento muscular (esforço excessivo) com a falta de absorção de impactos acumulativos. Invariavelmente, os músculos fadigados transferem a sobrecarga do stress para o osso ocorrendo a fratura por stress.
A participação feminina em atividades atléticas cresceu enormemente neste último quarto de século. Hoje, as mulheres constituem mais de 40% de todos os corredores de rua. Essa participação aumentada resultou em uma incidência maior de lesões por overuse. As fraturas por estresse são lesões por overuse comuns observadas em corredores do sexo feminino e masculino. Essas lesões afetam atletas em uma ampla variedade de atividades esportivas. Estudos têm mostrado resultados que indicam que as mulheres têm mais fraturas por stress do que os homens. Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como “a tríade da atleta feminina”:
desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
amenorréia (ciclo menstrual ausente);
osteoporose.
Quando a massa óssea da mulher diminui, aumentam as chances de ocorrer uma fratura por stress.
Mas, afinal, o que é fratura por stress?
As fraturas por stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de impacto. Esse esforço físico repetitivo aumenta as solicitações ósseas, que quando ultrapassam a resistência normal, ocorre a substituição da deformação elástica pela deformação plástica, isto é, não há retorno à situação anterior e, caso as exigências continuem, instalam-se microfraturas, prevalecendo então a reabsorção óssea. Nesta fase da evolução, tem-se uma alteração fisiológica, a fratura, no entanto sem aparente comprometimento anatômico).
Por que acontecem?
As fraturas de estresse podem se originar de um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (essa é a principal causa.).
Para cada milha que um corredor percorre, mais de 110 toneladas da força devem ser absorvidas pelos pés. Os ossos não são feitos para absorver muita energia e os músculos agem como absorventes de choque adicionais. Mas, quando os músculos se tornam cansados e param de absorver a maioria da energia, as quantidades mais altas de choque vão para os ossos.
O osso envolvido é submetido a uma carga excessiva sem o devido respeito aos princípios de progressão e repouso, e inicia-se uma fratura da parte mais interna do osso (trabéculas ósseas), que pode, se não tratado, progredir para uma fratura completa (incluindo a cortical).
O que se sente?
A fratura por stress tem geralmente uma lista estreita dos sintomas:
uma área generalizada de dor no membro acometido,
enfraquecimento e dor ao pisar (carga);
edema e equimose (roxo) são raros.
Como o médico faz o diagnostico?
Em geral, o raio X em geral é normal. 80% das fraturas de estresse não são evidentes nas radiografias, salvo nas fases tardias, onde tanto o traço de fraturas, quanto o calo ósseo podem aparecer.
São necessários para confirmação diagnóstica os métodos como ressonância magnética (RM- figura 1) ou cintilografia óssea, que apresentam uma boa sensibilidade. A cintilografia óssea detecta a fase inicial da patologia, cerca de 95% dos casos em menos de 24h da lesão.
Embora a maioria destas lesões sejam resolvidas com tratamento conservador simples, ou seja, não-cirúrgico, uma corredora com uma fratura por estresse pode perder performance por estar afastada do esporte. Em casos raros, estas lesões podem ser mais graves e necessitam de intervenção cirúrgica, que podem ameaçar a carreira desta atleta.
Embora a etiologia, o diagnóstico, e tratamento de fraturas por estresse sejam semelhantes em mulheres e homens, há questões específicas que afetam o sexo feminino, principalmente sua incidência que, segundo alguns autores, pode chegar a ser até 15 vezes mais frequente que no sexo masculino, principalmente em corredoras iniciantes.
As fraturas por estresse mais comumente afetam a extremidade inferior, sendo a tíbia o local mais afetado em ambos os sexos. Porem, nota-se maior prevalecia de fraturas por estresse do colo do fêmur, metatarsos, e da pelve em mulheres do que em homens.
(figura 1)- Ft estresse da tíbia. As setas em vermelho mostram a área de micro-fraturas
(figura 2): exemplos de ft estresse. Na seta azul, uma fratura de estresse a tíbia e, na vermelha na base do 2.o metatarseano.
Como se trata?
O tratamento é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória.
Nas fraturas severas por stress, a cirurgia pode ser necessária para adequada readaptação e redução anatômica apropriada. O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação feita numa média de seis meses.
Havendo melhoria de sintomas, passa-se a fase preventiva, incluindo:
1- Calçado adequado: com bom amortecimento e o descanso apropriado podem evitar este tipo de lesão.
2. Treinamento da força de músculo para ajudar dissipar as forças excessivas transmitidas aos ossos. Em alguns casos, um estimulador eletrônico pode ser usado. Eletromagnética estimula o osso fazendo com que o osso coloque para fora mais energia, fortalecendo-o.
3. Aumento lento de qualquer atividade esportiva nova. Por exemplo, não comece a correr sete/ oito quilômetros por dia. Corra em dias alternados e distância pequena.
Intensidade e aumento do treino recomenda-se um acréscimo de até 10% semanal. Isto permite que os ossos se adaptem ao stress adicionado assim podendo suportar no futuro quantidades maiores de stress;
4. Alongamentos ajudam também a construir mais força muscular nos pés;
Aumentar a ingesta de cálcio e da vitamina D, dependendo do indivíduo;
Também é importante monitorar a alimentação, porque a nutrição tem papel vital no desenvolvimento do osso. Determinados indivíduos têm maior risco de osteoporose.
Tendinite do Calcâneo (Lesão no Tendão de Aquiles)Orientações Médicas / Ortopedia
O que é a tendinite do calcâneo (lesão do tendão de Aquiles)?
O Tendão Calcâneo, antes conhecido por tendão de Aquiles, é uma faixa de tecido que conecta o osso do calcanhar ao músculo da panturrilha. Esse tendão é o mais potente do corpo humano.
A lesão ao tendão pode causar inflamação ou ruptura.
Tendinite de Calcâneo é o termo usado quando o tendão fica inflamado, isso causa dor na parte posterior da perna, perto do calcanhar.
O rompimento do tendão é chamado ruptura e também causa dor perto do calcanhar.
Como ocorre ?
Tendinite de Calcâneo pode ser causada por:
• Uso excessivo do tendão Calcâneo.
• Tensão dos músculos da panturrilha ou do tendão Calcâneo.
• Aumento da quantidade ou da intensidade de treinos esportivos.
• Retorno intenso dos treinos após um período de folga.
• Treino de corrida em subida.
• Alteração de local ou acessórios no treino.
• Pronação excessiva, um problema onde os pés rodam para dentro e achatam-se mais que o normal.
• Usar sapatos de salto alto para trabalhar e trocá-los por sapatos com salto baixo para exercitar-se.
O tendão calcâneo pode romper-se durante atividades repentinas. Por exemplo: O tendão pode romper-se no salto ou no início de uma corrida em alta velocidade.
Quais são os sintomas ?
A tendinite do Calcâneo causa dor e pode causar edema no tendão. A dor será mais intensa após o exercício ao levantar os dedos do pé e ao alongar o tendão.
Ao acordar é comum sentir rigidez na região do tendão. A amplitude de movimento do tornozelo poder á ficar limitada.
Quando o tendão se rompe, é normal ouvir e sentir um estalo. Nos casos de ruptura completa, será impossível levantar o calcanhar do chão e apontar com os dedos do pé para baixo.
Como é diagnosticada?
O médico examinará a perna, procurando por sensibilidade e por edema. Ele olhará os pés enquanto o paciente caminha ou corre, para perceber se existe excesso de pronação.
Como é tratada ?
• Aplicação de compressas de gelo sobre o calcanhar por 8 minutos, seguidos de 3 minutos sem gelo, repetindo até completar o ciclo total de 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.
• Elevação da perna sobre um travesseiro, quando estiver deitado.
• Uso de medicamentos antiinflamatórios, prescritos pelo médico.
• Uso de suplemento nos sapatos para levantar os calcanhares, se prescrito pelo médico. A suspensão previne alongamento adicional do tendão Calcâneo.
• Fisioterapia.
• Em casos severos de tendinite de Calcâneo, pode ser necessário o uso de aparelho gessado por algumas semanas.
• A ruptura do tendão pode necessitar de cirurgia ou apenas do aparelho gessado por até 10 semanas.
Durante a recuperação o esporte ou atividade, praticados anteriormente, podem precisar ser substituídas por outras que não piorem a condição. Por exemplo: Nadar ao invés de correr.
Quando retornar ao esporte à atividade ?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.
Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando o paciente:
• Possuir total alcance de movimento da perna lesionada, em comparação a não lesionada.
• Possuir total força da perna lesionada, em comparação a não lesionada.
• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Correr a toda velocidade em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Fazer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Fazer o “8” com 18 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Fazer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Fazer o “8” com 9 metros, inicialmente a meia velocidade e posteriormente a total velocidade.
• Pular com ambas as pernas e depois somente com a perna lesionada, sem sentir dor.
Como preveni-la ?
A melhor maneira de prevenir essa lesão é fazendo um bom alongamento dos músculos das panturrilhas e tendões Calcâneos antes e depois do exercício.
Quando esses tendões ou esses músculos estão tensos, deve-se fazer o alongamento duas vezes ao dia.
Se houver tendência a desenvolver tendinite no local, deve-se evitar exagerar nas corridas ascendentes (em subida).
Exercícios de reabilitação para a Tendinite do Calcâneo:
*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional
Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.
1 - Alongamento Com a Toalha:
Sentar sobre uma superfície firme, com a perna lesionada estendida à frente do corpo.
Laçar o pé com uma toalha e puxá-la, suavemente, em direção ao corpo, mantendo os joelhos estendidos.
Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.
Para um bom alongamento, é necessário sentir, apenas, um desconforto, não devendo permitir uma dor aguda.
Quando esse alongamento for muito fácil, deve-se iniciar o alongamento da panturrilha em pé.
2 - Alongamento em Pé da Panturrilha:
Ficar de pé, com os braços estendidos para frente e as mãos espalmadas e apoiadas em uma parede na altura do peito.
A perna do lado lesionado deve estar, aproximadamente, 40 cm atrás da perna do lado são.
Manter o lado lesionado estendido, com o calcanhar no chão, e inclinar-se contra a parede.
Flexionar o joelho da frente até sentir o alongamento da parte de trás do músculo da panturrilha, do lado lesionado.
Manter essa posição de 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes.
3 - Alongamento do Músculo Soleo:
Em pé, de frente para parede com as mãos na altura do peito, com os joelhos levemente dobrados e o pé lesionado para trás, gentilmente apoiar na parede até sentir alongar a parte inferior da panturrilha.
Virar o pé lesionado levemente para dentro e manter o calcanhar no chão.
Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.
4 - Alongamento da Aponevrose Plantar:
Em pé, com o ante pé lesionado na borda de um degrau e o médio pé e calcanhar sem apoiar em nada, tentar alcançar o fundo do degrau com o calcanhar até sentir o alongamento do arco do pé.
Manter por 30 segundos.
Relaxar e repetir 3 vezes.
5 - Elevação Dos Dedos do Pé:
Tirar os dedos do chão.
No início pode-se balançar para trás sobre os calcanhares, de maneira que os dedos dos pés saiam do chão, para facilitar o exercício.
Manter essa posição por 5 segundos e fazer 3 séries de 10.
6 - Elevação Dos Calcanhares:
Segurar em uma cadeira e suspender o corpo sobre os dedos dos pés, tirando os calcanhares do chão, ficando nas pontas dos pés.
Manter esta posição por 3 segundos e, lentamente, voltar à posição inicial.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
À medida que o exercício ficar fácil, levantar, apenas, o lado lesionado.
7 - Equilíbrio Sobre Uma Perna:
Ficar em pé, sem apoiar em nada e tentar equilibrar-se sobre a perna lesionada. Não deixar que o arco do pé aplaine-se, nem que os dedos do pé se dobrem.
Começar com os olhos abertos e, posteriormente, tentar fazer o exercício com os olhos fechados.
Manter a posição sobre uma única perna por 30 segundos.
A articulação do ombro é uma das mais complexas do corpo humano e o ombro é o membro mais movimentado durante todo o dia. Por isso as lesões são frequentes, sendo a mais comum a do manguito rotador.
O manguito rotador é um grupo de quatro músculos:
- Supraespinhoso;
- Infraespinhoso;
- Redondo menor;
- Subescapular.
Esses músculos cobrem todas as partes da cabeça do ombro, o úmero. Eles têm como função fazer o braço girar e manter o osso do braço bem conectado à escápula (osso que conecta os membros superiores ao tronco). Quando ocorre a lesão do manguito rotador, significa que houve uma distensão ou ruptura dos tendões desses músculos.
Essa lesão pode ocorrer:
- Por um trauma;
- Degeneração ligada à idade avançada;
- Falta de irrigação de sangue nos músculos;
- Levantar objeto pesado;
- Uso excessivo do ombro em exercícios;
- Trabalhos manuais.
Os sintomas aparecem após um movimento ou trauma específico, geralmente as dores duram por meses e os pacientes não procuram um ortopedista. A dor nem sempre é no ombro, algumas vezes é no braço, pescoço e/ou coluna cervical, por isso é muito importante procurar um médico para que a região lesada seja devidamente localizada e a lesão seja tratada. Normalmente sente-se fraqueza no braço e dores noturnas que causam dificuldades para dormir.
Para diagnosticar o local exato da lesão, primeiramente é feito um exame físico, onde o paciente faz movimentos rotatórios com o braço e o médico vai pedindo relatos das características da dor. Em casos de queda, o médico pede um Raio-x para constatar se houve ou não fratura.
Dependendo do resultado o médico pede:
- Uma artografia, que é um raio-x tirado após ser injetado um contraste na articulação do ombro;
- Ressonância Nuclear magnética (RNM);
- Artroscopia, uma cirurgia onde é inserido um instrumento pequeno na articulação do ombro para que o médico visualize o manguito rotador.
O tendão desses músculos pode inflamar ou romper parcial ou totalmente e o tratamento vai depender da gravidade da ruptura e da dor. Se a ruptura for incompleta, vai cicatrizar sozinha, desde que não interfira nas atividades do dia a dia da pessoa.
Durante o tratamento o paciente vai conquistar uma postura correta, descansar os ombros, fazer compressas de gelo de 2 ou 3 vezes ao dia e tomar anti-inflamatórios prescritos pelo médico.
A Fisioterapia Ortopédica é a que auxilia no tratamento da lesão do manguito rotador. O fisioterapeuta faz exercícios para diminuir a inflamação, amenizar a dor e fortalecer os músculos. Tudo com o objetivo de que o paciente retorne brevemente às suas atividades, tendo a maior segurança para realizá-las. O retorno antes do tempo pode agravar a lesão e causar um dano permanente. O tempo será determinado pelo profissional de acordo com a reabilitação do paciente.
Para que não ocorra novas lesões os músculos e tendões devem estar sempre bem fortalecidos e alongados.
Todo atleta que treina frequentemente e de forma intensa está suscetível a sofrer lesões, principalmente aqueles que realizam seus treinos sem uma preparação correta. Assim, a Fisioterapia Desportiva é uma especialidade da fisioterapia que busca a reabilitação, prevenção e atenção ao atleta amador e profissional.
As lesões do esporte
A lesão é um acometimento indesejável e desagradável na vida do atleta. Mas é, infelizmente, um mal de todos os atletas, profissionais ou amadores. A lesão pode vir acompanhada de dor, desconforto e até mesmo a incapacidade de continuar treinando.
As lesões mais comuns na prática esportiva são os entorses, contusões, luxações, fraturas, distensões, cãibras e tendinites. Todas essas lesões podem ser em consequência de traumas ou trabalho excessivo da musculatura, afetando significativamente os músculos, tendões e estruturas ósseas na região acometida.
A Fisioterapia Desportiva
A Fisioterapia Esportiva atua nos praticantes de esportes, principalmente atletas, e é elaborada de forma a atender as necessidades do paciente, abordar as deficiências específicas e levar em conta as demandas funcionais para o retorno ao esporte.
O tratamento fisioterapêutico tem como objetivos da reabilitação:
Eliminar a dor
Recuperar a flexibilidade, a força muscular e a estabilidade da área lesada
Realizar treinamento proprioceptivo, para ganho de segurança, confiança, força, agilidade e coordenação.
Retornar o paciente à sua prática esportiva o mais rápido possível e com segurança, dentro dos limites fisiológicos e clínicos pós lesão.
Permitir a prática de atividade física sem sintomas e riscos.
Prevenir as lesões esportivas e aparecimento/retorno de sintomas.
Manter/promover a qualidade de vida e a condição do sistema musculoesquelético nas afecções degenerativas naturais do envelhecimento.
O retorno à atividade esportiva será gradual e somente quando o paciente tiver condições fisiológicas para o exercício, não apresentando sintomas durante a reabilitação.
Prevenção de lesões em atletas
É muito discutido atualmente a prevenção das lesões nos atletas. Inúmeros são os investimentos nessa área, principalmente nos clubes de futebol. O trabalho preventivo de lesões vai desde a correção de exercícios de alongamento e flexibilidade, até exercícios de fortalecimento e preparo muscular.
Além disso, sabe-se que a causa de muitas lesões é o descaso com a prática e um treinamento exagerado. Para isso, deve-se controlar a intensidade dos treinamentos, realizando incrementos progressivos; os calçados devem ser adequados, compatíveis com a modalidade esportiva; é importantíssimo se atentar à dieta, que deve ser equilibrada e estar atento à hidratação antes, durante e após os treinamentos, com a reposição correta e balanceada dos eletrólitos, que são perdidos com a transpiração exagerada.
Mesmo com pequenas lesões, deve haver intervenção precoce, pois não se pode esquecer que lesões aparentemente sem importância, quando não tratadas, podem transformar-se em lesões graves, incompatíveis com a carreira esportiva.
Técnicas fisioterapêuticas na reabilitação esportiva
Dependendo do tipo e local da lesão e as necessidades do paciente devido sua modalidade esportiva, a fisioterapia dispõe de alguns recursos para seu tratamento. Dentre os recursos estão a cinesioterapia, terapia manual, eletroterapia, treino funcional, massoterapia, estabilização segmentar, bandagem funcional e controle progressivo do retorno à prática esportiva com musculação e Pilates.
Muita coisa mudou ou vem mudando nas últimas décadas, principalmente se olharmos o aspecto da recuperação dos jogadores de futebol. Não apenas isso, tipo de treinamento, intensidade dos jogos, calendário com muitos jogos na temporada e a participação de vários campeonatos paralelos podem estar promovendo uma maior predisposição às lesões de atletas trazendo grandes prejuízos aos jogadores, clubes, patrocinadores e, o principal, o torcedor, que é o maior consumidor do esporte mais popular do mundo.
O que dizer, por exemplo, da saída precoce do craque português Cristiano Ronaldo na final da última Eurocopa contra a França? Para os apaixonados por futebol no mínimo frustrante. Outro exemplo foi quando “perdemos” nossa maior referência, o atacante Neymar, que foi substituído após um grande trauma na região lombar tirando-o da Copa do Mundo em nosso país.
Esses são apenas alguns exemplos onde a fisioterapia esportiva tem como atuação, sobretudo, com tratamento de lesões de forma específica e baseada em pesquisas e o controle da reparação de tecidos biológicos. Otimizando todo o processo fisiológico.
Antigamente, mais especificamente até o final da década de 80, o tratamento dos jogadores se baseava basicamente pela medicina e recursos empíricos utilizados por massagistas. Lesões consideradas graves ou mais complexas muitas vezes levavam o encerramento precoce da carreira do atleta.
A partir da década de 80 a fisioterapia entrou no futebol. Apenas poucos clubes tinham em seu “STAFF” o profissional fisioterapeuta para promover a recuperação dos jogadores quando apresentavam lesões.
Com a evolução da medicina esportiva, procedimentos cirúrgicos menos invasivos e a chegada do profissional fisioterapeuta, o futebol de alto rendimento se tornou indispensável esse acompanhamento profissional.
O fisioterapeuta, hoje em dia, não fica apenas responsável pela recuperação de lesões, mas também e, principalmente, sobre o trabalho profilático ou preventivo identificando alguns fatores que podem predispor o atleta à algum tipo de lesão.
O primeiro atendimento em campo nos jogos também se faz necessário identificando o mecanismo da lesão facilitando assim o tratamento e evolução dos atletas.
Na questão pós-jogo, hoje o fisioterapeuta é muito importante no processo de recuperação dos atletas deixando apto fisicamente para os próximos treinos e jogos com curto período entre os mesmos.
Hoje em dia, os grandes treinadores não dispensam o fisioterapeuta de confiança compondo a comissão técnica. Além disso, nossos craques que estão sendo negociados com os grandes clubes pelo mundo, já apresentam seus fisioterapeutas particulares. Esses profissionais ajudam a compor a equipe multidisciplinar e a manter a performance atlética. Podemos citar como exemplo: Kaká, Neymar, CR7, Gabigol, entre outros.
A fisioterapia esportiva do Brasil é considerada uma das melhores do mundo. Muitos profissionais estão espalhados pelos clubes ao redor dos continentes, futebol asiático, oriente médio, Europa e Estados Unidos, através da MLS (Major League Soccer).
Essa primeira coluna foi apenas um pequeno aperitivo e uma introdução a essas questões polêmicas como tratamento de lesões no futebol.
Espero que tenham gostado da história da fisioterapia no futebol. O Brasil é referência nessa arte, temos que prestigiar.
Nas próximas colunas teremos dicas sobre prevenção de lesões no futebol, explicação de algumas lesões comuns no esporte de forma clara e objetiva. Assim o leitor entenderá todo o processo de recuperação e tempo de tratamento de nossos craques.
Risco de mortalidade ligado ao consumo de bebidas alcoólicas diminui entre os fisicamente ativos, aponta estudo
RIO — Praticar exercícios físicos pode compensar alguns aspectos dos efeitos nocivos para a saúde associados ao consumo de álcool, revela um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico “British Journal of Sports Medicine”. Os dados demonstraram que “a associação entre a ingestão de álcool e o risco de mortalidade foi moderada pelo exercício físico”.
Estudos anteriores mostraram que o consumo excessivo de álcool está relacionado a um aumento do risco de morte por diferentes causas, entre elas, doenças cardiovasculares, derrame e alguns tipos de câncer.
Para determinar se a atividade física modera a associação entre a ingestão de álcool e a morte por várias causas, os pesquisadores estudaram as respostas a questionários apresentados em nível nacional na Inglaterra e na Escócia entre 1994 e 2006.
Comparados com a abstinência, o consumo de álcool no passado e o consumo em níveis nocivos — ou seja, mais de uma unidade de álcool diária, equivalente a mais de uma taça de vinho por dia, aproximadamente, por exemplo — se associaram a um aumento do risco de mortalidade.
Ao se levar em consideração o fator da atividade física, observou-se que o risco de mortalidade aumentava em função da quantidade de álcool ingerida para as pessoas sedentárias.
O risco diminui, porém, e até desaparece em alguns casos, para os fisicamente ativos, desde que o consumo seja apenas esporádico e abaixo do limite recomendado.
“Nossos resultados dão argumentos adicionais a favor da atividade física como meio para favorecer a saúde da população, ainda na presença de outros comportamentos menos saudáveis”, acrescenta o estudo.
Você começa a correr e vem uma dor bem na região na canela, como se fosse uma fisgada. Depois de uns 15 minutos insistindo, ela misteriosamente desaparece, mas assim que você termina o treino ela volta com força total. O gelo até ameniza, mas depois de um tempo a dor começa a ficar insuportável, a ponto de você começar a correr na ponta do pé. Se você sentiu ou está sentindo alguns dos sintomas acima, cuidado: você pode estar com uma canelite.
A canelite é uma inflamação que atinge o osso da tíbia (popularmente conhecido como canela) é uma queixa frequente em corredores, principalmente iniciantes, que se empolgam com os treinamentos e começam a aumentar o volume de treino rápido. Canelite não tratada vira lesão séria e aí muita fisioterapia e zero de corrida.
Causas da canelite
A canelite pode ocorrer também em virtude da fraqueza dos músculos dos membros inferiores. Lembra-se da importância da musculação? Então, de nada adianta você ter condicionamento físico se os seus músculos não estão preparados para aquele volume de treino excessivo. A falta de alongamento dos músculos da panturrilha e o excesso de treinos no asfalto também prejudicam a região.
Concreto, asfalto, terra batida ou grama?
Para quem tem a chance de correr em outros pisos, como terra batida ou grama, aproveite. O concreto chega a ser seis vezes mais severo para os tecidos da tíbia que o asfalto. O asfalto, por sua vez, é três vezes mais severo que a terra batida. A grama é ainda mais macia e diminui significativamente o risco de inflamação na tíbia.
Como tratar e evitar a canelite?
O tratamento de fisioterapia envolve desde a escolha do tênis correto, a crioterapia (gelo), eletroterapia (controle da inflamação e cicatrização da região lesionada), exercícios de fortalecimento da musculatura posterior da perna (panturrilha) e todos os outros músculos à medida que a atleta melhore. Somente quando a lesão estiver tratada, é que o fisio libera para um trote leve de 20 minutos, com progressão de 10 a 15% semanalmente.
A prevenção envolve a escolha do tênis correto para você e até o uso de palmilhas personalizadas. O aquecimento antes do treino também é importante, assim como o aumento de volume gradual de treino e, principalmente, de velocidade. Sabe aquela história de começar a correr e já se inscrever em um monte de prova? Então, take easy que a vida é longa e devagar vc chega lá.
Na contração muscular, a actina desliza sobre os filamentos da miosina, que conservam seus comprimentos originais. A contração se inicia na faixa ansiotrópica, ou A, onde a actina e a miosinase sobrepõem. Durante a contração, a faixa isotrópica (I) diminui de tamanho, enquanto os filamentos de actina penetram na faixa A. Concomitantemente, a faixa H, formada somente pelos filamento grossos (miosina) também se reduz, à medida que esses filamentos são sobrepostos pelos filamentos finos (actina). Isso irá resultar em um grande encurtamento do sarcômero.
A contração muscular depende da disponibilidade de íons cálcio e o relaxamento muscular está na dependência da ausência destes íons. O fluxo de íons cálcio é regulado pelo retículo sarcoplasmático (RS), para a realização rápida dos ciclos de contração muscular. O RS é uma rede de cisternas doretículo endoplasmático liso, que envolve e separa em feixes cilíndricos grupos de miofilamentos.
Quando despolarizado, o RS libera os íons cálcio passivamente até os filamentos finos e grossos. Ao ser polarizado novamente, o RS transporta o íon cálcio de volta às cisternas, interrompendo a atividade contrátil.
A contração uniforme de cada fibra muscular é responsabilidade do sistema de túbulos T. Esse sistema é constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do sarcolema da fibra muscular.
Nervos motores controlam a contração normal das fibras musculares esqueléticas. Ramificados dentro do tecido conjuntivo do perimísio neste local de inervação, o nervo perde sua bainha de mielina e forma a dilatação que se situa dentro de uma depressão da superfície da fibra muscular. Esta estrutura é chamada de placa neural ou junção mioneural, onde o axônio possui inúmerasmitocôndrias e vesículas sinápticas, e libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica, da placa motora e vai se prender a receptores específicos aos sarcolemas das dobras juncionais.
Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular, ou se ramificar e inervar até 160 fibras musculares, formando uma unidade motora. O número de unidades motoras em determinado músculo é relacionado com a delicadeza de movimentos requerida do músculo.
Assista no vídeo abaixo (em inglês) o mecanismo de contração muscular.
O quadril consiste na articulação que liga a coxa à bacia. O encaixe da cabeça do fêmur com o osso da pelve deve ser exato, caso contrário, qualquer tipo de deformidade ou imperfeição viabilizará o surgimento de patologias na articulação do quadril. O fêmur é o osso mais longo e pesado do nosso corpo e a cabeça femoral deve ser esférica para que o encaixe com a bacia seja perfeito.
Seja por traumas no esporte ou por quedas, por exemplo, o quadril pode ser acometido por lesões que, normalmente, causam dores na região glútea, lombar ou da virilha. Joelhos e pernas também podem ser afetados, mas independentemente, das regiões acometidas pelos sintomas, a causa deve ser investigada para que o tratamento adequado possa ser aplicado.
Confira as principais doenças do quadril
– ARTROSE
A artrose consiste em uma doença degenerativa crônica. A cartilagem sofre desgaste excessivo e, geralmente, não gera dor inicial. O espaço articular sofre redução e os movimentos ficam mais limitados. Em muitos casos, o indivíduo com artrose começa a mancar, sendo uma doença mais comum após os 60 anos de idade, o que não significa dizer que pacientes de qualquer faixa etária não possam ser afetados.
– SÍNDROME DO PIRIFORME
O músculo piriforme está localizado na região profunda da nádega e é responsável pela rotação externa da coxa. A síndrome surge em decorrência de uma compressão do nervo ciático, que passa por dentro do músculo piriforme e inflama pelo aumento de tensão ou presença de espasmos no músculo. Os sintomas incluem dores nas nádegas (região profunda) e queimação, podendo irradiar para as pernas. Mulheres que têm por objetivo a hipertrofia do glúteo ou praticantes de exercícios físicos como futebol ou corrida, por exemplo, estão suscetíveis ao aparecimento da síndrome.
– ANQUILOSE DO QUADRIL
Trata-se de uma patologia, normalmente, secundária a outras doenças e representa a ausência de movimento da articulação do quadril.
– ARTRITE REUMATOIDE
Essa patologia, geralmente, atinge as articulações das mãos e dos pés, mas também pode afetar os quadris. Consiste em uma inflamação crônica que ocasiona dor, redução do arco de movimento e inchaço local, podendo afetar, além das articulações, outros órgãos do corpo. Trata-se de uma doença autoimune, o próprio sistema imunológico acaba atacando por engano os tecidos saudáveis do corpo. A principal causa da doença é a tendência genética.
– BURSITE DO QUADRIL
A bursite surge como consequência de uma inflamação das bursas trocantéricas, localizadas no quadril. Estas bursas atuam de modo a facilitar o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. O principal sintoma é a dor no quadril que dificulta a realização de atividades físicas e até na hora de dormir.
– SÍNDROME DO IMPACTO FEMORO-ACETABULAR
Surge em decorrência de alterações morfológicas da cabeça do fêmur ou do acetábulo, causando entre ambos. Para um quadril saudável, o normal é que a cabeça femoral não entre em atrito com a borda do acetábulo durante a execução de exercícios ou a realização de movimentos rotineiros.
– EPIFISIÓLISE
É uma patologia, comumente, confundida com dores musculares e ósseas, sendo caracterizada pelo escorregamento da cabeça femoral na bacia. As causas não são totalmente conhecidas e os principais sintomas incluem dor na virilha, podendo irradiar para a face interna da coxa até o joelho e mobilidade do quadril dificultada.
– DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL
Em decorrência de alterações no quadril em crescimento, a cabeça do fêmur pode ficar descentralizada no acetábulo, sendo mais frequente em pessoas do sexo feminino. A doença é caracterizada, principalmente, pela diferença perceptível entre os membros e pela dor nos joelhos ou na coluna lombar, ao invés de incidir no próprio quadril.
– PUBALGIA
A região do púbis pode ser considerada o centro de gravidade do nosso corpo e a pubalgia consiste na tendinite dos adutores do quadril ou dos abdominais, sendo que todos os músculos e tendões afetados têm a inserção no osso púbico. O principal sintoma é a presença de dor abdominal e na virilha e afeta, principalmente, pessoas do gênero masculino e jogadores de futebol, por exemplo, em virtude do estresse provocado no osso púbico. O indivíduo com pubalgia tem suas atividades esportivas limitadas e, muitas vezes, suspensas por períodos prolongados.
Introdução
O aumento do número de adultos e adolescentes que participam regularmente em atividades físicas aumentou a consciência dos atletas para as lesões da coluna vertebral. Felizmente a maioria das dores da coluna causadas pela atividade física não ameaçam a continuidade no esporte.
Entretanto, quando estão presentes lesões maiores (ex.: hérnia de disco, espondilolise/espondilolistese, fraturas, etc), alguns cuidados devem ser tomados.
Para o atleta amador e até o atleta "de final de semana", o aumento inadequado ou desproporcional da intensidade do exercício pode ocasionar problemas na coluna vertebral.
Para os atletas profissionais, que dependem de alta performance, o preparo muscular para evitar lesões deve ser muito maior. Além disso, é fundamental a manutenção regular do treinamento para evitar lesões e queda de rendimento.
Falaremos aqui de algumas lesões frequentes na coluna vertebral do atleta.
A prevalência de dor na coluna vertebral é quase 80%, sendo que quase 30% dos atletas acabam experimentando dor lombar aguda em algum momento do esporte. O tipo de lesão varia com a idade. Quase 70% das lesões da coluna lombar em adolescentes atletas, os quais ainda possuem esqueleto imaturo, podem ocorrer nos elementos posteriores da coluna. Já nos atletas adultos, a maioria das lesões estão relacionados com distensões/contraturas musculares e problemas nos discos intervertebrais.
Algumas características anatômicas, bem como o tipo de esporte praticado, podem dar indícios da probabilidade de um atleta ter lesão na coluna vertebral. Atletas que têm troncos longos e membros inferiores menos flexíveis são mais propensos a lesão da coluna lombar. A reabilitação motora visa corrigir esses problemas quando possível. Esportes que envolvem hiperextensão repetitiva, carga axial (saltar), torção do tronco ou contato direto ,apresentam riscos mais elevados de lesões na coluna.
As taxas de lesões são mais elevadas nos jogadores de futebol, ginastas, lutadores, e remadores. Em um estudo que avaliou 4790 atletas universitários, a incidência de lesões da coluna lombar foi de 7%; a maioria eram jogadores de futebol ou ginastas. Curiosamente, 80% das lesões lombares ocorreu durante a prática, 14% durante a pré-temporada e 6% durante a competição real. Um pouco mais do que 50% dessas lesões eram de agudas.
As forças exercidas sobre os segmentos de movimento lombar são regidos pela lordose natural deste segmento da coluna vertebral; como resultado, as forças axiais estão dirigidas tanto horizontalmente como perpendicularmente ao disco. Quando a distância do centro de gravidade para a coluna vertebral é considerada, o centro de gravidade é anterior à coluna vertebral lombar, colocando a maior parte da força de resistência sobre os músculos eretores da espinha, fáscia dorsolombar, e glúteos. O eixo de rotação está perto do centro do disco em lordose normal e move-se para trás em extensão.
O ânulo fibroso do disco (a capa que envolve o disco intervertebral) e elementos posteriores da coluna podem suportar diferentes forças de tensão e compressão e forças de cisalhamento. Já os tecidos moles posteriores (músculos e ligamentos) podem suportar considerável estresse em resistência. Estas forças são encontrados em diferentes graus em todos os esportes.
Tipos de Lesões Comuns no Atleta
Lesões em tecidos moles
Entorses e distensões musculares na coluna são extremamente comum. O termo "entorse" refere-se a danos ligamentar, enquanto que uma "distensão" representa um problema no músculo ou tendão. Na região da coluna, os sintomas desses tipos de lesões são semelhantes e se apresentam na forma de dor na musculatura paravertebral, sem sintomas neurológicos. Os sintomas pioram à flexão, torção e carga axial. Os pacientes podem relatar dor que irradia para os quadris, o que pode ser um sinal de espasmo da fáscia dorsolombar extendendo o tensor da fáscia lata. Os sinais físicos podem incluir hematomas no local ou aumento de volume por contraturas musculares. Contusões mais intensas devem ser investigadas pela possibilidade de fraturas ou até lesão renal.
Nos casos mais leves a investigação com imagens (raio-x, ressonancia, etc) geralmente não é necessária. Daí a importância de uma avaliação médica para determinar a conduta mais apropriada. Esses pacientes geralmente são tratados sintomaticamente com medicações, repouso, massagem, acupuntura e técnicas de fisioterapia.
Uma boa reabilitação deve incluir os ajustes mecânicos necessários e ênfase no fortalecimento da musculatura core, flexibilidade dos membros inferiores, e aumento da amplitude de movimento global. O atleta com um entorse ou uma distensão muscular pode retornar ao esporte quando os sintomas diminuem e a amplitude de movimento global completa é restaurada sem limitações.
Hérnia de disco
Em muitos casos, os sintomas relacionados a uma hérnia de disco começam durante o treinamento com pesos ou durante um movimento; em outros, o início é mais insidioso e é provavelmente o acúmulo de múltiplas lesões menores. Atletas expostos a considerável carga axial, flexão e rotação, que ocorrem durante o levantamento de peso (e esportes que exigem trabalho pesado na competição ou treinamento) e esportes de impacto podem ter taxas mais elevadas de hérnia discal. Os sintomas podem aparecer de forma sutil, com dor nas costas e espasmos, com pouco ou nenhum componente radicular (dor irradiada para o membro), embora a radiculopatia é freqüentemente presente.
O exame físico com hérnia de disco às vezes pode revelar escoliose leve ou unilateral. A avaliação médica e estudos com imagens são muito importantes quando existe suspeita de hérnia de disco ou dor persistente.
As condutas de tratamento são mais difíceis no atleta de elite, porque a pressão para voltar a jogar é confrontada com as altas taxas de sucesso do tratamento conservador da hérnia discal. Como em todos os pacientes, indicações absolutas para a cirurgia no atleta com hérnia de disco incluem síndrome da cauda eqüina e déficit neurológico progressivo; indicações relativas incluem dor e incapacidade persistente a ponto de impedir a competição atlética. Essa última situação deve receber atenção especial; o limiar para a intervenção cirúrgica no atleta de elite é menor se hérnia de disco é uma limitação ao retorno à competição. Se a dor é considerável e há opções conservadoras inadequadas para permitir que o atleta retorne para o desempenho em tempo hábil aceitável para todas as partes envolvidas, a cirurgia pode ser considerada.
A abordagem cirúrgica à hérnia de disco é guiada pelo princípio que a ruptura do tecido deve ser minimizada para que o atleta possa retornar ao seu nível pré-lesão da mesma forma e o mais rapidamente possível. Sempre que possível, a microdiscectomia ou discectomia endoscópica são as técnicas de escolha. Em ambas as técnicas, uma pequena incisão de 1,5 a 2 cm pode retirar a hérnia e resolver os sintomas.
A fisioterapia pós-operatória é um fator determinante para determinar o tempo que o atleta pode voltar a jogar. Como sempre, a segurança do atleta é fundamental: a sua longevidade no esporte e a função que o jogador terá após a sua carreira de atleta deve ser considerada. Um programa de reabilitação pode ser diferente se a lesão ocorre no final de uma temporada ou no meio dela. O fortalecimento da musculatura core e aumento da flexibilidade com ganho de amplitude de movimento são a base da maioria dos programas. Os atletas podem voltar a jogar depois de um tempo suficiente para a recuperação, quando os sintomas são mínimos ou inexistentes. Esta decisão é tomada conjuntamente pelos atletas e profissionais de saúde. É preferível que o atleta siga o curso padrão de reabilitação após a cirurgia, e apenas retorne depois de um tempo adequado para que a chance de novas lesões sejam minimizadas.
Defeitos da Pars - Espondilólise e Espondilolistese
Espondilólise e espondilolistese são lesões da coluna lombar relativamente comuns em atletas e geralmente ocorrem no segmento lombar (L5-S1) em atletas jovens envolvidos em esportes com hiperextensão repetitiva e carga axial. De fato, quase 40% dos atletas com dor nas costas com duração de mais de 3 meses apresentam alterações das pars interarticularis na coluna lombar. Os jogadores de futebol e ginastas são particularmente suscetíveis, porque ambos os esportes envolvem graus enormes de hiperextensão e carga axial. Até 15% dos jogadores de futebol universitários podem ter espondilólise, ao passo que os ginastas podem ter uma incidência de 11% desse problema. Os defeitos da pars interarticularis são mais comuns em atletas adolescentes em comparação com adultos. As crianças entre as idades de 9 e 15 anos que participam de competições atléticas estão em maior risco de progressão.
Os sintomas apresentados são dor lombar exacerbada por extensão, geralmente sem irradiação. Os pacientes podem compensar com joelho e flexão do quadril na deambulação (sinal de Phalen-Dickson). Em casos de escorregamento grave, um abaulamento pode ser palpável; caso contrário, o exame físico pode revelar contraturas e espasmo muscular lombar.
Exames de imagem devem incluir radiografias e tomografia computadorizada. O grau de deslizamento, se for o caso, pode ser determinado utilizando as radiografias. A tomografia computadorizada é a modalidade de escolha para definir a arquitetura óssea das pars. O uso de PET-Scan pode permitir a detecção de fraturas "stress" ocultas e agudas se filmes de raio-x simples não revelararem um defeito.
Os objetivos do tratamento do atleta com defeitos pars são o alívio da dor e prevenção da progressão e instabilidade. Tratamento não cirúrgico de defeitos pars sintomáticos depende do grau de escorregmento. Em pacientes com escorregamentos de baixo grau, o ideal é um período de restrição de atividades até que a dor diminua, seguido de retomada gradual da atividade.
As radiografias devem mostrar cicatrização do defeito em cerca de três meses; um PET-Scan pode ajudar a avaliar o grau de cicatrização se radiografias simples forem duvidosas. Após a diminuição do quadro doloroso, ações voltadas ao fortalecimento muscular CORE, flexibilidade de membros inferiores, e aumento da amplitude de movimento podem ser retomadas. Atletas com escorregamento de baixo grau geralmente podem voltar à competição depois de um programa de reabilitação agressivo.
Tal como no não atleta, atletas com escorregamentos de alto grau, escorregamentos progressivos, ou sintomas refratários ao tratamento conservador são considerados candidatos à cirurgia. Considerando escorregamentos de baixo grau, pode ser abordado pela fusão direta do defeito da pars, com taxas favoráveis para o retorno de atletas para jogar em esportes sem contato. A artrodese da articulação afetada é geralmente realizada para espondilolistese de alto grau.
Fraturas menores
As fraturas que podem causar instabilidade espinhal são incomuns. Podem ocorrer nos esportes de impacto e de alta velocidade, tais como corridas de automóveis e esqui. Em outros esportes de contato, em que o atleta está exposto a golpes diretos, rotação forçada, flexão e compressão, fraturas dos processos transversos, processos espinhosos, facetas, corpos vertebrais, e placas terminais podem ocorrer. A maioria dos indivíduos com fraturas agudas apresentam-se com dor nas costas imediatamente após a lesão. Na maioria dos casos, os resultados do exame neurológico são normais.
As fraturas menores são geralmente conduzidas de forma conservadora, porque a estabilidade da coluna vertebral não está ameaçada. O atleta com uma fratura do processo transverso e/ou processo espinhoso pode retomar a plena atividade quando os sintomas desaparecerem e a amplitude de movimento completa retornar. Fraturas por compressão leves podem ocorrer em levantadores de peso, geralmente região anterior do corpo vertebral, que é mais susceptível devido a menor quantidade de trabeculações ósseas horizontais.. Exercícios como o agachamento envolvendo flexão repetitiva e compressão dos corpos vertebrais lombares podem levar à fratura da placa terminal, colapso do disco ou fratura leve do corpo vertebral. Uma vez tratadas, essas atividades devem, posteriormente, serem restringidas para reduzir os riscos de recorrência.
Como a maioria das fraturas são estáveis, os atletas podem retornar à atividade quando os sintomas e alterações radiológicas compressivas forem resolvidas.
Conclusões
Atletas em todos os níveis de competição podem ter lesões na coluna vertebral. Os objetivos do tratamento incluem alívio dos sintomas e recuperação de força e flexibilidade, de modo que a plena participação em esportes poderá ser retomada. Quando é necessária a cirurgia, procedimentos minimamente invasivos são preferidos. Uma reabilitação agressiva pode acelerar o retorno do atleta ao esporte.
É importante uma avaliação médica com um especialista em coluna nesses casos.
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Como definição pela associação Internacional do Estudo da dor, a dor é “ (…) Uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a lesões reais, potenciais ou descrita em termos de tais lesões. A dor é sempre subjetiva. Cada indivíduo aprende a utilizar este termo através de suas experiências anteriores”.
Muitas vezes ouvimos comentários de atletas, que a dor faz parte do treinamento e para ganhar performance ou melhorar desempenho, é necessário ter dor. Desculpem-me os menos informados, mas é simplesmente um absurdo este tipo de comentário.
A dor, é a única forma que o corpo tem de se comunicar e mostrar que algo não está bem e que é necessário compreender as causas e tratá-las de maneira adequada.
As conquistas em nossas vidas, tanto no aspecto profissional, como esportista, devem ser adquiridas de forma progressiva, pois temos etapas a serem cumpridas e servirão de base para o próximo momento de treinamento. Se você pulou etapas, está correndo o risco de não alcançar seus objetivos, expondo seu corpo aos limites de sobrecarga e consequentemente à lesões.
Não confundam o sacrifício e a luta de alcançar suas metas, como vencer o cansaço, alimentar-se sem as guloseimas, privar-se de alguns eventos sociais com o fato de ter que sentir dor para demonstrar empenho.
O tratamento da dor é complexo, e requer esforço multidisciplinar, baseado em múltiplos enfoques do conhecimento humano.
A abordagem da dor crônica é absolutamente individualizada, cada dor é a “dor de uma pessoa”, com a sua história, sua origem, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle.
Confira os vídeos no trabalho funcional e de propriocepção na reabilitação do atleta com lesão nos adutores ( Grácil e Pectíneo).
Check out the videos on functional work and proprioception in the rehabilitation of the athlete to injury in the adductor (gracile and pectineus).
Découvrez les vidéos sur le travail fonctionnel et la proprioception dans la réhabilitation de l'athlète d'une blessure à l'adducteur (gracile et pectiné).
Проверьте видео на функциональной работы и проприоцепции в реабилитации спортсмена к травмам в приводящей (грацильная и pectineus).
Lesões na virilha é uma lesão atletica comum tanto em esportes de contato quanto esportes sem contato. Ela pode ocorrer por trauma direto em esportes como hóquei no gelo, basquetebol, futebol, rugby, e em esportes de não-contato como a ginástica. Estas lesões devem ser levadas a sério porque, uma vez que um atleta lesiona sua virilha, eles possuem duas vezes mais probabilidades de terem recindivas que outros jogadores.
Anatomicamente sua virilha é a área onde sua coxa conecta com sua pélvis (região inferior do abdome), essencialmente o vinco ou dobra entre essas duas áreas. Na realidade, as lesões na virilha envolvem uma área muito maior do que apenas estas. Uma lesão na virilha pode abranger uma área que se estende do seu abdômen, a pélvis, do seu quadril e coxa até seu joelho.
Uma vez que uma lesão na virilha pode cobrir uma região anatômica grande e pode envolver músculos, tendões, ligamentos, articulações, tecido conjuntivo (fáscia), neurológicos, e estruturas do aparelho circulatório e os órgãos internos ainda no abdômen inferior. Vamos limitar nosso foco para as causas músculo-esqueléticas, com exceção de uma rápida revisão sobre algumas condições que devem ser descartadas.
De todas as lesões de tecidos moles, as lesões na virilha sofridas por atletas são potencialmente uma das mais debilitantes e frustrante, especialmente em termos de tempo perdido de competição e o retorno da aptidão competitiva completa. A co-existência de múltiplas patologias é a explicação mais plausível para essa dificuldade. É comum aos atletas ficarem procurando diferentes opiniões médicas para a sua dor na virilha, e receber sugestões médicas variadas a respeito de onde o problema se origina.
Diagnóstico Diferencial das Lesões Virilha
Um diagnóstico diferencial refere-se ao processo de determinação da probabilidade de uma condição sobre a outra. É o processo de certificar-se na verdade se estamos lidando com uma condição músculo-esquelética e não algo mais grave (patológico).
Felizmente a maioria das lesões na virilha são lesões músculo-esqueléticas (problemas mecânicos) que respondem bem à terapia manual e exercícios. No entanto, ainda é importante avaliar outras causas de dor na virilha (causas patológicas) ao invés de assumir que o problema é apenas uma distensão muscular simples.
Tipo de lesão
É importante lembrar que os problemas na virilha, muitas vezes têm possivelmente mais do que uma patologia existente. Lesões na virilha são notórias por ‘patologias co-existentes “. As “três grandes” quando se considera a dor na virilha em curso crônico são tendinopatia dos adutores, osteíte púbica e hérnia inguinal (desportista). Não é incomum ver dois ou mesmo todas as três condições co-existentes, ao mesmo tempo. No entanto, ainda existe uma miríade de outras condições patológicas que afetam a região da virilha.
Está além do escopo deste artigo discutir todos os sinais e sintomas e todos estes diferenciais. Isso por si só leva até capítulos inteiros em livros de medicina esportiva, e se bem feito deve levar até livros inteiros. No entanto, considerando que o tema desta série é sobre as lesões musculares, este artigo irá limitar seu foco aos rompimentos / distensões dos músculos adutores. Outras patologias serão mencionadas no contexto das tensões musculares dos adutores.
Anatomia
A anatomia da região da virilha é complexa e envolve várias estruturas. Muitas destas estruturas partilham uma relação proximal estrutural e biomecânica. Como resultado, dor na virilha é muitas vezes multi-factorial.
O grupo dos músculos adutor consiste no adutor longo / curto / magnus, pectíneo e grácil. Destes, o adutor longo é o mais superficial e mais fácil de palpar. Juntamente com o grácil, também é o mais facilmente lesionado.
Uma característica interessante na origem do adutor longo é que ele tem fibras que surgem a partir do osso púbico bilateralmente e acima e abaixo da sínfise púbica. Esta pode ser uma possível explicação da natureza migratória e, por vezes bilateral dos sintomas com patologias adutor longo.
Em relação à região da virilha, é preciso compreender que no espaço de uma mão, existem uma série de importantes estruturas anatômicas que podem se apresentar como uma entidade patológica. Acima do ramo púbico (dor na virilha suprapúbica), temos o canal inguinal. É em torno do canal inguinal, onde hérnias inguinais se desenvolvem. Outras formas mais raras de hérnias são hérnias umbilicais e hérnias de Sprengel. Em torno desta área, também temos as inserções abdominais (reto é de primordial importância). Profundamente, na área suprapúbica também temos o músculo psoas e nervos segmentares, tais como a ilioinguinal e nervo ílio-hipogástrico.
Abaixo do ramo púbico (dor na virilha infrapubica) temos todos os adutores e os seus respectivos tendões. A outra estrutura dominante é o nervo obturador, que recebeu um grau de interesse recente, especialmente dos médicos no Parque Olímpico Sports Medicine Center em Melbourne, Austrália.
Mecanismos de lesão
Músculos adutores são mais comumente tensos em esportes que envolvem torção, rotações, chutes. Estas lesões ocorrem em menor grau nas corridas em linha reta, a aceleração parece ser o mecanismo dominante de lesão nesse tipo de execução. O mesmo ocorre com as lesões por limitação, lesões no músculo adutor que surgem devido a uma contração excessivamente forte ou alongamento
excessivo.
Alguns autores sugerem que um músculo deve ter um aumento do tônus antes que ocorra um rompimento. Esse raciocínio sustenta que um aumento no tônos devido a algum tipo de input aferente alterado traz um músculo saudável normalmente mais perto de seu ponto de ruptura à tração. Qualquer estiramento excessivo ou uma contração pode, eventualmente, fazer um músculo romper. Esse raciocínio ganha algum peso quando se considera como muitas vezes uma patologia pré-existente, como osteíte púbica ou uma hérnia inguinal é logo seguida por uma lesão músculo adutor ou vice-versa.
Outra consideração interessante é a neurologia do ilioinguinal. É certo sugerir que a irritação do nervo ilioinguinal (que inerva o componente motor do transverso abdominal e os músculos abdominais inferiores, e componente sensorial da região da virilha) pode de fato ser um precursor para as síndromes na virilha (tendinopatia dos adutores / osteíte púbica / hérnia inguinal). Sprints repetitivos, giros e chutes podem sobrecarregar excessivamente e alongar os músculos psoas e abdominais.Isto pode gerar um problema na interface com o ilioinguinal de modo que a irritação do nervo se desenvolve e, como consequência de causa e efeito, a virilha torna-se irritada eo controle muscular pobre o que conduz ao enfraquecimento da parede abdominal, fraca estabilidade da sínfise púbica e alteração na sinergia adutor-abdominal durante o movimento. Como resultado, o colapso da área da virilha se segue. Este pode então ser uma explicação plausível sobre o porquê patologias muitas vezes co-existem com dor na virilha em curso.
Apresentação e diagnóstico
História
Um atleta com rompimento nos adutores geralmente lembra do episódio definitivo que levou à lesão, que pode ser causado por uma corrida, uma rotação, um pisar ou chutar. Geralmente a dor imediata é sentida no anexo adutor ou dois a três centímetros abaixo do anexo. O atleta irá demonstrar um certo grau de dificuldade funcional, seja a incapacidade de sprint ou de realizar um pontapé, e mesmo o ato de ficar em pé ele pode ter dificultade.
Muitas vezes o episódio é precedido por dor abdominal ou na virilha, nas semanas que antecederam a lesão. Por exemplo, uma fraqueza da parede abdominal posterior pode causar dor inicial na parede abdominal inferior e / ou referida na virilha. Como mencionado acima, devido a possíveis vias a dor abdominal pode então fazer com que o espasmo e o tônus aumente no grupo adutor, levando a um rompimento/ distensão subsequente.
O teste de resistência
A melhor maneira de testar a força e inibição dos músculos adutores é através do teste do “Squeeze adutor”. Isto é feito com o paciente deitado sobre a mesa com as pernas estendidas. O examinador coloca dois punhos cerrados em conjunto entre os joelhos do paciente e, em seguida, o paciente aperta os joelhos contra os punhos do examinador. Com lesões agudas, é aconselhável que o paciente seja instruído para realizar lentamente a pressão até que a pressão máxima seja alcançada. Dor e inibição são então avaliados subjectivamente. O mesmo teste é então feito com os pés em cima da mesa e os joelhos dobrados a 45 graus. A terceira posição e última os pés ficam fora do banco com quadris em 90 graus. É necessário testar todas as três posições, como rompimentos agudos pode realmente estar livre de dor numa destas posições de teste.
O objetivo destes testes é qualificar a dor e inibição em todas as posições do teste e para ganhar alguns pontos para re-avaliação no futuro próximo.
Articulações associadas
O quadril, coluna lombar e articulação sacroilíaca estão relacionados através da cadeia cinemática com a região da virilha.
Articulação do quadril
Avaliar a rotação interna da articulação do quadril possui sua importância.
A diminuição na rotação interna é um achado comum em atletas com osteíte púbica, hérnias inguinais e patologias da coluna lombar. Falta de rotação interna pode levar a um aumento compensatório na abdução do quadril que se intensifica ao realizar alguns movimentos. Isto pode então conduzir a uma força excessiva que é colocada nos músculos adutores podendo resultar em lesão.
Coluna lombar
A mecânica da coluna lombar pode ter um papel complexo e importante no desenvolvimento dos problemas musculo-adutor-musculo. A falta de extensão lombar intersegmentar levará a um aumento compensatório na extensão do quadril, rotação externa e rotação pélvica durante a fase de apoio terminal de marcha. Isso pode levar a um esforço extra sendo direcionado para os flexores do quadril e adutores, enquanto um atleta corre e chuta. Isso, combinado com um pobre controle nos abdominais, a cintura pélvica pode levar a uma transferência de força pobre para coxa, do outro lado da pelve e no tronco. Rotação da coluna lombar também está implicada na cadeia cinemática pato-mecânica da região da articulação do quadril e adutor. A falta de rotação lombar baixa pode levar a um aumento obrigatório na rotação da articulação do quadril, enquanto um atleta muda de direção em seu movimento. Isso, combinado com uma articulação do quadril relativamente restrita pode, então, predispor a região da virilha ao acúmulo de força excessiva e posterior ruptura.
É interessante notar que muitas vezes os atletas queixam-se de uma coluna que se apresenta tensa e com restrições de movimento na lombar (geralmente unilateral e, geralmente, do lado esquerdo), nos dias que antecedem a um rompimento no músculo adutor. Isto é puramente um achado clínico observado e não tem respaldo. Pode-se racionalizar e dizer que um encurtamento e restrição na parte inferior da coluna lombar pode então provocar um aumento relativo no movimento da articulação do quadril, que coloca mais força nos músculos adutores despreparados. Também é interessante notar que a clínica sugere que a maior parte disto ocorre no lado esquerdo. O padrão mais comum na região pélvica é ter um TFL tensor fáscia lata hipertônico a direita e um psoas, glúteo e grácil esquerdo hipertônico. Isto não quer dizer que a maioria dos rompimentos de adutores ocorrem do lado esquerdo. No entanto, na experiência clínica, o equilíbrio não é, certamente 50-50 esquerda e direita. Rompimentos do lado esquerdo parecem predominar. No entanto é preciso reconhecer que este é provavelmente muito dependente do esporte envolvido.
Articulação sacroilíaca
Pelas mesmas razões acima mencionadas, uma articulação sacro ilíaca restrita pode causar um aumento compensatório no movimento necessário na região da articulação do quadril e adutor. Expoentes da escola de osteopatia destacam quantas vezes um encurtamento e restrição de movimento na articulação sacro ilíaca (medida subjetivamente no teste Squish) precederá um rompimento no músculo adutor do lado oposto. Isto é, um Squish restrito a direita pode ser associado e preceder um rompimento do lado esquerdo adutor. Mais uma vez, a complexa interação de todas as articulações que compõem a cadeia cinemática deve ser abordada.
Controle abdominal
O controle correto do movimento na coluna lombar e na pélvis é um componente essencial no fornecimento de uma base sólida a partir da qual os músculos da coxa podem funcionar. A correta ativação e padronização dos músculos estabilizadores profundos e os músculos do “CORE” irá em sinergia com os músculos superficiais reduzir o estresse sobre a coluna vertebral e minimizar a transferência indesejada de estresse para os músculos da coxa.
É interessante notar que o Comitê Médico do Futebol Australiano está atualmente realizando um grande estudo de coorte sobre o papel que o Transverso Abdominal (TRA) tem no desenvolvimento do osteíte púbica. A razão é que uma pobre função biomecânica do TrA conduz a um pobre controle da sínfise púbica durante o movimento e, assim, a sínfise está sujeita a mais força de cisalhamento e desagregação subsequente. O papel que isso tem sobre o desenvolvimento de rompimentos na virilha é mais difícil de deduzir.
Tratamento
Fase aguda
A fase de 72-horas após uma lesão é caracterizada por edema e dor. Durante esta fase, usar gelo para reduzir a inflamação (massagem de gelo) e, se necessário medicação anti-inflamatória. Evitar o uso de tais medicamentos após as primeiras 72 horas, uma vez que pode ter um efeito negativo sobre a regeneração do tecido. Mesmo nesta fase inicial, é importante ter algum movimento na área afetada, a fim de acelerar o processo de cicatrização.
Durante esta fase é recomendo que você descanse o máximo possível. É também recomendo que você use faixa de compressão, que ajudará a evitar mais prejuízos. Elevar a perna ferida enquanto faz a massagem com gelo a cada 2 a 3 horas é também essencial (gelo apenas 7 a 9 minutos de cada vez).
Terapia Manual
A terapia manual deve ser implementada o mais rapidamente possível. Quanto mais tempo o lesionado espera para a terapia começar, maior o tempo de recuperação pode ser. O período de tempo que você não será capaz de realizar suas atividades habituais dependerá da causa da lesão e o grau da lesão.
A primeira coisa que os profissionais devem fazer no tratamento de uma lesão na virilha é realizar uma análise biomecânica. Nesse processo, eles avaliam a marcha do paciente e alteração na suas formas. Ele devem avaliar o movimento para confirmar se há alguma restrição. O avaliador vai sentir uma alteração na consistência do tecido normal, ele o sentirá em forma de corda, rígida, e não haverá uma falta de deslizamento entre o tecido e as estruturas adjacentes. Uma vez que a área que necessita de tratamento tenha sido identificada, a terapia manual pode começar. Existem várias formas de terapia que podem conseguir bons resultados no tratamento de aderências miofasciais.
Exercício é essencial
O exercício é essencial no tratamento de uma lesão na virilha para uma recuperação completa e para evitar quaisquer recorrências. Sendo muito importante flexibilidade, fortalecimento e treino de equilíbrio para uma recuperação completa. Sem estes três elementos essenciais, os tecidos lesados não remodelam corretamente e o atleta somente vai estar se preparando para uma série de lesões na virilha.
Exercícios de flexibilidade
Durante as primeiras 48 horas a seis semanas após uma lesão, o colágeno é formado e previsto para reparar a área lesionada. Se o atleta lesionado está executando os exercícios corretos de alongamento, a maioria do colagénio será fixado no mesmo sentido que o tecido a ser reparado, fazendo com que o tecido seja reparado mais forte e mais capaz de executar a sua função. Se o indivíduo não realiza o alongamento, o tecido vai ser fixado em padrões mais aleatórios, conduzindo ao desenvolvimento de um tecido mais fraco que é facilmente re-feridos.
Alongamento da virilha (Performance Core)
Lateral Lunge Moving – Alongamento dinâmico (Performance Core)
Exercícios de fortalecimento
A remodelação do tecido pode durar até 12 meses após uma lesão. Durante esta fase, as fibras do colágeno aumenta de tamanho, de força e de diâmetro. A remodelação do colágeno é necessária para resistir às tensões que são colocados em cima dele. Em outras palavras, a remodelação do tecido é dependente das forças que são aplicadas ao tecido. Se a pessoa lesada está realizando exercícios de fortalecimento adequados, o colágeno vai remodelar e resistir às pressões que lhe são colocadas. Com o exercício, esta remodelação irá conduzir a uma recuperação completa do tecido lesionado, juntamente com uma probabilidade menor de uma nova lesão. Sem força de formação adequado, a possibilidade de re-ferimento é muito elevada, não importa qual a terapia do paciente recebeu.
Sempre que ocorre uma lesão na virilha, a lesão geralmente não é restrita apenas aos ligamentos, tendões, fibras musculares e fibras fasciais. Muitas vezes, as estruturas neurológicas incorporados dentro destas estruturas de tecidos moles também estão danificadas. Estas estruturas neurológicas (órgãos tendinosos de Golgi, fusos musculares e receptores comuns) desempenham um papel essencial no controle posicional. Qualquer dano para estas estruturas podem ter o efeito de estabilidade diminuida, o que pode levar a problemas.
Felizmente, este dano pode ser reparado com protocolos de exercícios que envolvem equilíbrio e propriocepção.
Retorno às atividades
Para retornar as suas atividades normais e esportes (hóquei, futebol, etc), você deve ser capaz de realizar todos os movimentos exigidos por esse esporte ou atividade sem dor significativa.
O tempo necessário para retornar a um desporto irá variar dependendo dos movimentos necessários. Corredores de longa distância só são obrigados a se mover em linhas retas relativamente comparado com o jogador de hóquei que exige mudanças constantes na direção de força durante um jogo normal. O retorno precoce para uma determinada atividade pode ser determinante no sentido de um atleta ter uma série de novas lesões.
Fonte: http://www.alvaroalaorpilates.com/lesoes-na-virilha/